2022 é o ano da renda fixa? Vem entender!

Tenho certeza que em algum momento da sua vida você comprou cotas de investimento em renda fixa. Esses ativos são o “feijão com arroz” do investidor. Afinal, eles oferecem uma rentabilidade conhecida, poucos riscos e na maioria das corretoras a taxa para operá-los é zero.  

E se você acompanha as notícias do mercado financeiro, provavelmente já deve ter visto alguma matéria afirmando que 2022 é o ano da renda fixa. Mas, será mesmo? Por aqui eu tenho as minhas dúvidas com relação a esse tipo de declaração, já que melhor que apostar em uma só classe de ativos, o ideal é ter uma carteira balanceada. 

Pensando nisso, fiz este post para explicar a animação do mercado com esses ativos. Vem comigo, entender essa história de ano da renda fixa.  

Por que está todo mundo falando em renda fixa? 

O mercado financeiro vive de ciclos. Ou seja, em alguns períodos as atenções se concentram em um determinado ativo e logo depois os interesses mudam. Esse é um processo natural que ajuda os investidores a encontrar boas oportunidades mesmo em tempos de crise — o que não é raro aqui no Brasil. 

Assim, podemos dizer que, este é um momento favorável para a renda fixa. Claro que, essa parte você já entendeu. Afinal, o mercado está “gritando” isso. Então, é importante explicar o motivo de tanta euforia. Isto é, o que está colocando a renda fixa como o “investimento do ano”? 

Selic em alta

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil e funciona como o principal indicador que influencia empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. Em geral, os investimentos em renda fixa utilizam esse indexador para definir o prêmio a ser pago.

Assim, se você já investe há dois anos ou mais deve se lembrar que em 2020/2021 o discurso dos especialistas era bem diferente. Naquela época, a taxa básica de juros (Selic) estava diminuindo gradativamente, chegando ao patamar de 2% ao ano — o menor desde a sua criação.

Ou seja, lá em 2020/2021, aplicar o seu dinheiro em títulos públicos e privados não era um negócio tão rentável. Afinal, se a Selic estava oferecendo retorno tão baixo na renda fixa, era melhor encontrar alternativas de investimento mais rentáveis. 

Contudo, agora em 2022 a Selic está em 11,75% a.a.. A pandemia fez com que a inflação no Brasil voltasse aos dois dígitos e para tentar conter o aumento de preços, o Banco Central decidiu elevar a taxa básica de juros. A lógica é mais ou menos a seguinte: com a Selic em alta, pedir dinheiro emprestado fica mais caro. 

Por outro lado, investir em renda fixa se torna mais atrativo. Nesse sentido, a estratégia é fazer com que as pessoas parem de gastar e em consequência, os preços de produtos e serviços diminuam. Assim, desde março de 2021 o Banco Central vem aumentando a taxa básica de juros. 

Será que a renda fixa vai continuar em alta? 

Renda fixa pagando mais 11,75% ao ano é o sonho de todo investidor. Afinal, quem não quer receber lucro de 1% por mês sem se preocupar  muito com o sobe e desce do mercado? De acordo com previsões do Banco Central, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) o esperado é que a taxa Selic seja reajustada para 12,75% a.a.. 

Entretanto, nada é para sempre, nem mesmo a Selic na casa dos 2 dígitos. Segundo especialistas, a curva de juros já está “estressada”. Ou seja, a taxa básica de juros subiu demais e agora é necessário fazer o caminho inverso. Assim, de acordo com a ata da última reunião do Copom, o Banco Central espera reduzir a Selic para 8,75% em 2023. 

Vale a pena incluir produtos de renda fixa na carteira? 

Como vimos, essa história de 2022 ser o ano da renda fixa, não é bem assim. A expectativa de especialistas e do próprio Banco Central é de redução. Mas, isso não quer dizer que não vale a pena investir em produtos desse segmento.

Muito pelo contrário, essa é a hora de aproveitar para garantir o lucro gordo que eles oferecem. Laís Costa, analista da série Super Renda Fixa indica títulos prefixados.

Esses ativos garantem retorno de uma taxa pré-estabelecida, corrigida pelo IPCA. Ou seja, o seu rendimento não será defasado por causa da inflação. Além disso, como a Selic está alta, muitos desses produtos estão oferecendo taxas de 6% a 7% +IPCA. 

De olho nas oportunidades

Por outro lado, uma boa carteira é aquela que tem o seu patrimônio distribuído em diferentes ativos. Logo, é importante ficar atento às oportunidades apresentadas por outros investimentos. 

A guerra entre Rússia e Ucrânia, por exemplo, pode beneficiar a bolsa brasileira. 

Veja, a  Rússia é o principal fornecedor de gás natural para países da Europa. Além disso, o país é um importante produtor de petróleo e outras commodities. Contudo, com o início do conflito armado contra a Ucrânia, muitos países impuseram sanções comerciais à Rússia e agora precisam encontrar novos fornecedores. 

Assim, o Brasil passa a ser uma alternativa para muitos países no fornecimento de algumas commodities. Como resultado, as ações desses tipos de produto tem subido na bolsa brasileira. Ou seja, a máxima aqui deve ser a diversificação de ativos, uma vez que não vale a pena “colocar todos os ovos em uma cesta só”.  

Ainda sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia vale ressaltar que, por conta do conflito armado,  as bolsas europeias e asiáticas foram fortemente impactadas. Com isso, os investidores internacionais devem buscar novos mercados.

Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus, embora o Brasil seja um mercado emergente, ele ainda tem bases mais sólidas e bem fundamentadas que outros países. Confira a análise completa do especialista sobre o conflito russo e as commodities  

Bolsa brasileira pode atrair capital estrangeiro

Como visto, analistas  esperam uma avalanche de capital estrangeiro na bolsa brasileira nos próximos meses. Se esse movimento se concretizar, o mercado de renda variável pode trazer excelentes lucros para aqueles que estiverem bem posicionados  quando o dinheiro vindo de fora começar a chegar.

Ou seja, esse também é um bom momento para estudar ativos de renda variável com desconto e consequentemente, aproveitar a sua valorização. Lembre-se sempre de conferir seu perfil de investidor, para não tomar riscos desnecessários. Procure sempre estudar e entender o melhor investimento para você. 

Descubra se a sua carteira está adequada para o momento

Montar uma carteira balanceada que traga bons retornos não é uma tarefa simples. Como você viu, não existe o investimento do ano. Por isso, é importante estar sempre atento ao que os resultados do seu portfólio diz. Para isso, você pode contar com o Real Valor.

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