3 bons motivos para você sair da previdência de bancão

Previdência

Já pensou como será sua aposentadoria daqui há 10, 20, 30 anos? Ainda não? Talvez seja hora de começar. Afinal, a escolha de uma boa previdência também é uma etapa importante no processo de planejamento financeiro

Se o seu objetivo é ter uma aposentadoria confortável, com dinheiro suficiente para usufruir com tranquilidade, junto com sua família, saiba que a previdência pode ser uma maneira excelente de conseguir alcançar esse objetivo. 

Não estamos falando de qualquer previdência aqui, mas sim, da previdência privada 

Sim, essa mesmo. Essa tal previdência privada que o seu gerente do “bancão” vive querendo te empurrar, sabe? 

Por acaso, ele já tentou te convencer que a previdência dele é a melhor de todas, com as maiores taxas de rentabilidade a longo prazo e a menor taxa de administração? Tenho certeza que sim. 

Ele chegou a te dizer que, na maioria das vezes, os “bancões” vendem uma previdência privada apenas para bater metas, sem pensar no mais importante, que é a rentabilidade da carteira do cliente no longo prazo? Aposto que não. Isso eles não contam para ninguém.

No texto de hoje vamos falar sobre três motivos pelos quais você deveria dizer adeus à previdência dos bancões e, consequentemente, encontrar opções muito melhores que vão de encontro com as suas metas e objetivos de vida.     

Antes de tudo, é preciso entender no que estamos nos metendo. Afinal, o que é um fundo de previdência?

Os fundos de previdência são fundos de investimento pensados para os clientes que buscam maior rentabilidade da carteira no longo prazo e, consequentemente, a garantia de uma ótima aposentadoria lá na frente. 

Um bom fundo de previdência conta com uma estruturação com diferentes classes de ativos, em que os gestores buscam conseguir um crescimento exponencial no patrimônio alocado. 

As diferentes classes de ativos são escolhidas para que a exposição a longo prazo seja um benefício. Os gestores costumam analisar quais seriam os melhores ativos a se colocar, e que fariam mais sentido na constituição do fundo de previdência ao longo dos anos. 

Estamos falando de um patrimônio que ficará alocado por 10, 20, 30 anos, ou até a sua aposentadoria. Por conta disso, a escolha dos ativos é extremamente importante na composição dos fundos de previdência

Vale a pena ressaltar que os fundos podem variar de acordo com os perfis de investidores. Existem fundos que são mais conservadores e moderados, que utilizam mais ativos de renda fixa ou que oferecem menos riscos, por exemplo. 

E, existem os fundos arrojados, que podem ter partes em ações e, até mesmo, criptomoedas. A escolha do tipo ideal para você vai depender do seu perfil e dos seus objetivos.

Previdência é como um casamento: um comprometimento a longo prazo. E a escolha do parceiro ideal é importante! 

Como você vai passar anos e mais anos com esse investimento, é importante saber quais são os tipos de fundos de previdência que você pode escolher, e decidir qual seria o mais adequado para você.  

Existem dois tipos diferentes de fundo de previdência: o PGBL e o VGBL. Cada um tem suas próprias características e funcionalidades, como podemos ver a seguir:

  • Plano PGBL: é o plano em que você pode deduzir 12% dos seus gastos no imposto de renda. Sabe aquela dedução de gastos com educação, ou com despesas médicas que você coloca para reduzir a base de cálculos? No plano PGBL, ele entra como gasto e pode ser deduzido do IR. Se você faz a declaração completa, essa é uma boa opção, considerando que você invista até 12% da sua renda tributável. Porém, vale a pena ressaltar que quando você for resgatar o que investiu nesse tipo de previdência ao longo dos anos, o imposto será cobrado em cima do valor total. 
  • Plano VGBL: não há essa possibilidade de deduzir no imposto de renda, e lá na frente o investidor paga somente o imposto sobre os rendimentos que obteve, uma vez que já pagou o imposto sobre o dinheiro que foi investido. Se você declara o imposto simplificado, o plano VGBL é mais interessante, nesse caso. 

Há também, nos fundos de previdência, o regime de tributação, que pode ser progressivo ou regressivo.

No regime progressivo, quanto maior for a renda aportada, maior será o imposto cobrado em cima dela. Essa modalidade compensa mais para quem não quer deixar seu dinheiro rendendo a longo prazo, e deseja retirar mês a mês, ou em um prazo mais curto, como 3 ou 4 anos.

Já na tributação regressiva, que na maioria das vezes é a que vale mais a pena, quanto mais tempo o dinheiro do investidor ficar rendendo no fundo, menor será o imposto sobre aquela quantia. Por isso, se você pensa em investir uma renda que ficará aplicada por 10 anos ou mais, essa é, certamente, a melhor alternativa para o longo prazo.   

Sem mais delongas, aqui estão: 3 motivos para você sair da previdência de “bancão”

  1. Taxas mais altas que o monte Everest

Por vezes podemos analisar um fundo de previdência de bancão e ter a impressão de que ele está batendo o CDI, que é uma taxa de referência, para verificar se o investimento está oferecendo uma rentabilidade boa ou não.

Mas, a verdade é que, com as altas taxas administrativas cobradas pelos bancos, essa rentabilidade acaba não compensando. O que achamos que estava dando bons retornos, acaba sendo reduzido drasticamente pelo desconto das taxas. 

Para exemplificar melhor, vamos verificar o caso da Maria. Maria já está há 10 anos investindo em um fundo de previdência de bancão, e segundo seu gerente, o fundo está indo muito bem, batendo os índices do CDI. Porém, esse fundo tem uma taxa administrativa de 2% ao ano. 

Sendo assim, por mais que o fundo de Maria dê impressão de estar dando lucros, grande parte dele é consumido pelas taxas, e pode prejudicar a rentabilidade dela. 

  1. Produtos simples, sem sofisticação ou diversificação

Falamos um pouco acima no texto como os bons fundos de previdência buscam sempre alocar o patrimônio dos cotistas em diferentes classes de ativos, para buscar uma maior rentabilidade na carteira. 

Os fundos de previdência dos bancões, na maioria das vezes são produtos ruins, que não buscam alocação nos melhores ativos, e nem sequer estão interessados em trazer um retorno expressivo para o investidor. 

A verdade é que existem inúmeros fundos ruins no mercado. Mas, segundo Alexandre Alvarenga, analista da Empiricus, em se tratando de fundos de previdência, “os bancões lideram esse “ranking” de fundos ruins, com produtos caros e que entregam pouco – ou quase nada – ao investidor. Mas então você poderia pensar: “Esses fundos podem render menos, mas não são mais conservadores? Eu quero deixar meu dinheiro seguro”. Uma coisa é ser conservador. Outra coisa, é ser caro.” 

Ou seja, fica complicado para o cotista/investidor pagar caro em um fundo de previdência que conta com:

  • Altíssimas taxas administrativas; 
  • Nenhuma estratégia inteligente de alocação em diferentes classes de ativos e diversificação; 
  • E que só busca bater o CDI, que é a taxa mínima que se deve ter como objetivo.  
  1. Cumprem o papel de ajudar o gerente a bater meta

Lembra do seu gerente, que falou mil maravilhas do fundo de previdência do “bancão” para o qual ele trabalha? Pois, é. Essa mesma pessoa tem metas para bater no final do mês e, por isso, empurra para os clientes produtos de péssima qualidade. 

E os clientes, muitas vezes por falta de conhecimento ou medo de perder dinheiro com outros investimentos, acabam contratando esses produtos. Geralmente, esses fundos de previdência de “bancões” são utilizados por um investidor mais conservador. 

Acredite ou não, mesmo com tudo que já falamos até agora, os fundos de previdência de renda fixa dos “bancões” são os maiores fundos do Brasil. Ou seja, aqueles em que há mais dinheiro investido, e mais investidores colocando suas fichas e esperando por boas rentabilidades e, consequentemente, uma boa aposentadoria. Enquanto, o gerente que te convenceu a colocar seu dinheiro lá, só quer saber de atingir a meta.     

Sabemos agora a importância de escolher corretamente o seu produto na hora de realizar uma previdência. E, o mais importante, corra dos bancões!

O analista Alexandre ainda reitera que “quanto antes você conseguir identificar esse fundo ruim em seu portfólio, que pode estar reduzindo o desempenho da sua carteira – ou ainda atrapalhando-a de atingir o seu máximo potencial –, melhor. Afinal, a mágica dos juros compostos acontece quando se dá tempo ao tempo.” 

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