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A importância de uma boa educação financeira para o setor de investimentos

Já parou para pensar quanto tempo a gente passa em sala de aula antes de entrar na faculdade?

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Quem quer prosperar precisa estudar!

Se considerarmos que a partir dos 2 anos de idade, em média, uma criança começa a frequentar a escola, isso significa que o brasileiro passa cerca de 16 anos em sala de aula antes de ingressar na faculdade.

Mas, tem uma coisa que dificilmente te ensinaram nas aulas do colégio: educação financeira.

Da mesma forma que seus pais, tios, avós falaram que para prosperar, precisa estudar, no mercado financeiro não é diferente.

Se você quer começar a investir, vai precisar se dedicar algum tempo para estudar e entender o mercado.

Calma! Não para de ler agora!

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Muitas pessoas, acham que investimento é uma coisa de outro mundo, mas tem alguns pontos que vou passar para você já começar a se familiarizar com o mundo dos investimentos e dar início a sua educação financeira. Vamos lá.

Afinal de contas, o que é educação financeira?

Ao contrário do que muitos pensam, a educação financeira não é um bicho de sete cabeças. A educação financeira serve para você entender as informações relacionadas ao seu dinheiro.

Além disso, com a educação financeira você aprende a organizar seus gastos e colocar seu dinheiro em investimentos que façam sentido para você.

Neste post, decidi te mostrar como você pode escolher melhor os investimentos para sua realidade.

Os Perfis de investidores

Uma pergunta que é muito comum eu escutar é: qual o melhor investimento? A minha resposta geralmente é depende!

Importante para começar a investir é saber que para cada perfil de investidor existe um investimento que se encaixa melhor.

Tudo vai depender da sua condição financeira e a sua disposição de correr riscos. Sendo assim, é importante que você se conheça e saiba qual seu perfil.

Entender isso vai fazer diferença na hora de estudar os diferentes produtos para montar sua carteira.

Uma questão importante para se entender em relação a perfil de investidor é que risco e rentabilidade andam de mãos dadas, ou seja, quanto maior a rentabilidade, geralmente, maior o risco. 

O perfil conservador preza em primeiro lugar pela segurança, ou seja, correr menos riscos.

O moderado, como o próprio nome diz, busca um equilíbrio entre a zona segura de conforto e o nível de rentabilidade.

Já o perfil arrojado não se prende muito a aplicações mais seguras. Para ele, o mais importante é fazer o investimento render o máximo possível, mesmo que tenha que correr grandes riscos.

Para cada perfil, diferentes investimentos

Os Títulos Públicos e Fundos de Investimento de Curto Prazo são boas opções para você que é mais conservador, já que oferecem segurança, e possibilitam rentabilidade maior que a poupança.

Já as aplicações em Fundos Cambiais, Fundos de Renda Fixa, ações e debêntures podem ser mais atrativas para os investidores moderados ou arrojados, dependendo da política de investimentos e do risco do emissor do título.

Para os mais arrojados, existem, ainda, os Fundos Multimercado, que oferecem mais liberdade de composição de suas carteiras – ativos do investidor – e, com isso, grande chance de mais rentabilidade, apesar de maior a exposição ao risco.

Você provavelmente percebeu que não mencionei a poupança para os perfis conservadores. Vamos falar sobre ela a seguir.

Poupança vale a pena?

Já teve post aqui no blog sobre a poupança, mas gostaria que você próprio respondesse a essa pergunta e tirasse suas próprias conclusões.

Muito provavelmente, essa forma de investimento foi a mais indicada por seus pais e avós, durante muitos anos, pelo baixo risco de perdas.

Você deposita uma quantia na conta, e, seguramente, daqui a um determinado período, estando a taxa Selic acima de 8,5% ao ano, é possível resgatar o valor depositado acrescido de 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR).

Agora, se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a caderneta renderá 70% da Selic, além da TR.

Pausa para explicar alguns conceitos do mercado financeiro:

Taxa Selic

A taxa Selic, Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. Na definição do Banco Central, é o principal instrumento para controlar a inflação. Ela influencia todas as outras taxas de juros que regem as movimentações e as aplicações financeiras do país.

Taxa Referencial

Criada em 1991 no Plano Collor II, a TR é uma taxa de referência aplicada naquele mês em que se estabelece a movimentação financeira, sem que sofra interferência da inflação do mês anterior.

Voltando a poupança, vamos fazer uma matemática simples para você ver como funciona na prática:

Atualmente, a Selic está em 4,5%. Se você colocar R$ 100 na poupança, hoje, seu dinheiro renderia 70% da Selic, ou seja, 4,5 x 0,7 = 3,15% ao ano. No final do ano você teria R$ 103,15 mais a TR.

Desde setembro de 2017, a TR está calculada em 0%. Assim no fim das contas, seu dinheiro renderia, ao longo de todo um ano, R$ 3,15 ou R$ 0,26 ao mês.

Agora eu te pergunto novamente: será que a poupança vale a pena, mesmo com o baixo risco?

Outros Tipos de investimentos!

Títulos Públicos

Investir em Títulos Públicos é como fazer um empréstimo para a União. O governo federal usa seu dinheiro para o pagamento de dívidas e obrigações orçamentárias e, em troca, gera determinada rentabilidade para você.

São vários tipos de títulos públicos e, para adquiri-los, o investidor conta, hoje, com o serviço do Tesouro Direto.

Por este canal, é possível comprar os títulos pela internet. Para isso, você precisa morar no Brasil, possuir CPF e estar cadastrado em um banco autorizado.

Fundos de Investimentos

Um fundo de investimento reúne dinheiro de diferentes investidores – chamados cotistas –  para contratar um gestor que ficará responsável por gerenciar o dinheiro investido.

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Além de ter acesso a diversos ativos em um único portfólio, você, como investidor, tem a comodidade de ter um profissional altamente qualificado para fazer a gestão do investimento.

Como se tratam de fundos, os custos tendem a ser mais baixos, pois são divididos entre os cotistas. No mercado, existem diferentes tipos de fundos.

Fundos de Curto Prazo

O investidor que opta por este tipo de aplicação financeira investe em títulos públicos federais ou privados, de baixo risco de crédito, com prazo máximo de 375 dias.

O que confere ao investimento um alto índice de liquidez. A rentabilidade desse tipo de aplicação está condicionada à variação das taxas Selic – que você já conhece – e CDI, que são os Certificados de Depósito Interbancário.

O que significa CDI?

Os CDIs são títulos negociados entre instituições financeiras (bancos) para atingir a meta diária, estabelecida pelo Banco Central, de encerrar o expediente com saldo positivo.

Se, por exemplo, um banco fechar o caixa com mais valores de saque do que de depósito, ficando no negativo, a instituição recorre ao CDI para equilibrar as contas.

E é exatamente a média de juros praticados pelos certificados ao longo de um dia que vai resultar na taxa CDI. Índice que, inclusive, vai interferir nos rendimentos da maior parte dos investimentos.

Fundos Cambiais

Os Fundos Cambiais estão relacionados a ativos de moedas estrangeiras. Os investidores que optam por esse tipo de aplicação, geralmente, têm uma das duas intenções a seguir: fugir da oscilação cambial, ou, por outro lado, justamente lucrar mais com a possibilidade de valorização de determinada moeda.

São inúmeras as possibilidades de investimento inicial nesse tipo de fundo, o que atrai investidores de níveis diversos. E o resgate, no caso do investidor aqui no Brasil, é feito em real, independentemente da moeda de origem dos ativos.

Fundos de Renda Fixa

A carteira de ativos no Fundo de Renda Fixa possibilita ao investidor adquirir, ao mesmo tempo, diversos títulos públicos ou privados, sem a necessidade de acessá-los separadamente.

Este tipo de fundo deve ter em sua carteira no mínimo 80% dos ativos aplicados em investimentos de Renda Fixa. Já os outros 20% podem ser distribuídos em outros tipos de aplicações financeiras.

As aplicações em Renda Fixa tendem a ser mais previsíveis e seus rendimentos são, geralmente, influenciadas pelas taxas de juros, como a Selic e os índices de inflação.

Os ativos de renda fixa podem ser títulos públicos, debêntures, CBDs e LCI/LCA, dentre outros

Já falamos neste post sobre os Títulos públicos. As debêntures são títulos de dívidas negociados junto às empresas. Ou seja,  é como se o investidor emprestasse dinheiro para um determinada companhia e já estabelece os rendimentos num determinado prazo no momento da negociação.

Tanto o CDB, Certificado de Depósito Bancário, quando a LCI, Letra de Crédito Imobiliária, e a LCA, Letra de Crédito do Agronegócio, são títulos de crédito emitidos por bancos.

No caso do CDB, os recursos são voltados para as próprias instituições bancárias.

O objetivo da LCI é o de levantar capital para investimentos no mercado imobiliário.

E, no caso da LCA, os fundos são direcionados para a área do agronegócio.

Importante falar que títulos emitidos pelos bancos são assegurados pelo FGC, Fundo Garantidor de Crédito. O que isso significa? No caso de o banco não cumprir com o que foi acordado com os investidores, o FGC cobre.

Além disso, existem de diferenças entre os fundos de renda fixa para os fundos de curto prazo que julgo importante você saber: o pagamento de imposto de renda nos fundos de curto prazo são maiores, e, em relação a rendimentos, os fundos de renda fixa tendem a ser maiores.

Ações na Bolsa de Valores

Uma das formas de investimento que é muito comum de se escutar é a compra de ações na bolsa de valores.

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Muitas pessoas se assustam quando falo em investimento, por achar que essa é a única forma de investir, mas como você pôde ver listei diversas opções neste post.

De fato, é uma alternativa mais arrojada. Ações são títulos de empresas que, quando adquiridos, dão ao comprador o direito de usufruir de parte dos lucros dessas organizações e da distribuição de dividendos, já que a pessoa se torna sócia de X% da empresa.

Por ser uma aplicação financeira de alta rentabilidade, ela também tende a representar mais risco, uma vez que fatores econômicos, políticos e decisões dos gestores da empresa afetam seu desempenho.

Sendo assim, como decidir quais as melhores ações de empresas para se investir?

O importante nessa análise é ver a empresa como um todo: o que ela faz, o setor que está inserida, quais são as variáveis que influenciam no desempenho.

Entender a saúde financeira da companhia, isto é, analisar se é uma empresa que gera lucro, se tem dívidas, saber o tamanho do patrimônio.

Além disso, é importante avaliar o potencial de crescimento, valorização da empresa e capacidade de geração de lucro no futuro.

Para saber essas informações, as empresas listadas em bolsa possuem um site de relacionamento com o investidor em que você pode ver as informações financeiras.

Saber lidar com as instabilidades do mercado e ter calma é essencial para conseguir acompanhar esse tipo de investimento.

Separei dois posts para você saber mais sobre o assunto:

. O que é análise fundamentalista e como usá-la para investir?

.Como escolher as ações para investir?

Mãos à obra!

No texto passei por conceitos importantes de educação financeira para você iniciar seus estudos sobre o mercado financeiro. Falei sobre:

  • Perfil de investidor
  • Poupança
  • Taxa Selic
  • Taxa Referencial
  • CDI
  • Títulos Públicos
  • Fundos de investimento
  • Debêntures
  • CDB, LCI, LCA
  • Ações na bolsa de valores

O universo da educação financeira é imenso e cheio de desafios! Com estudo, prática e experiência você vai atingir os seus objetivos.

E para guiá-lo nessa empreitada, o Real Valor traz todo o suporte para ajudá-lo a acompanhar seus investimentos. Conheça a expertise da empresa e cresça cada vez mais no mercado financeiro!

Bem-vindo ao mundo dos investimentos!

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