Balanceamento de carteira: não invista sem saber isso

Tá pensando em ampliar sua carteira fazendo novos investimentos, mas não sabe exatamente onde investir? Lê esse post até o final que você vai saber exatamente onde e como aplicar seu dinheiro, deixando sua carteira ainda mais rentável e segura. O segredo disso é o correto balanceamento de carteira.

O que é balanceamento de carteira

Balanceamento de carteira é como uma alimentação balanceada

Balanceamento nada mais é do que o equilíbrio dos seus investimentos. É a forma como os seus ativos estão distribuídos (seja em relação a risco ou a qualquer tipo de categorização).

O Balanceamento é fundamental para qualquer investidor. É com ele que o investidor consegue montar uma carteira exposta ao risco e à recompensa que mais se encaixa com o seu perfil.

Como fazer o balanceamento da minha carteira?

Existem inúmeras formas de você balancear sua carteira, desde métodos mais simples até alguns bem avançados. Cada um tem os seus prós, mas o mais importante aqui é sempre investir com base no seu planejamento.

O balanceamento ideal para você vai depender basicamente de:

  1. Seu perfil de investidor;
  2. Seu momento de vida;
  3. Seus objetivos com seus investimentos;

Pode parecer complicado mas juro que não é. E você, definitivamente, deve ter uma estratégia antes de escolher em qual ativo vai aplicar. E uma boa notícia: uma vez definido seu balanceamento ideal, fica muito mais fácil decidir na hora de escolher seu próximo investimento.
Quer uma ajuda para decidir? Abaixo têm algumas das formas mais famosas de se balancear a carteira de Investimentos:

Regra dos 60

A Regra dos 60 foi cunhada por Gustavo Cerbasi, um dos maiores especialistas em finanças pessoais do Brasil. A regra basicamente diz que você deve alocar 60 – a sua idade em renda variável. O restante deve ser alocado em renda fixa.

Cálculo de balanceamento

Isso significa que o investidor de 26 anos deve investir 34% em renda variável (60-26=34) e 66% em renda fixa. No ano seguinte, ele deve ter 33% em RV e 67% em RF e assim por diante.

O principal pilar dessa tese é que você pode se expor mais a risco no início da sua vida como investidor e ir se afastando dele ao longo da vida. Quando somos novos, não temos muitos compromissos financeiros como filhos, casa, carro, etc. Isso significa que é a hora mais propícia para buscar rentabilidades altas com mais risco.

A medida que o tempo vai passando, a vida vai demandando mais estabilidade e menos risco, e é por isso que a fatia de renda fixa da carteira deve ir aumentando.

Regra dos 80

É basicamente uma versão mais ousada da regra dos 60. Ao invés da distribuição de renda variável ser 60 menos a sua idade, usa-se 80 menos a idade.

O que significa que o mesmo investidor de 26 anos deve investir 54% em renda variável e 46% em renda fixa e ir alterando esse percentual a cada ano.

Barbell

Essa estratégia se tornou famosa depois que o escritor Nassim Nicolas Taleb escreveu sobre ela em seu livro Antifragil. Ela busca uma rentabilidade estável e baixa nas condições normais do mercado e manter o patrimônio no caso de eventos extremos, como crises.

Geralmente essa estratégia aplica 90% do patrimônio no ativo de menor risco possível. No Brasil, isso significa títulos públicos como tesouro direto.

Essa linha de pensamento se baseia no fato de que se você algum prejuízo muito significativo com a renda variável, sua vida não será afetada de forma desastrosa. Isso acontece porque grande parte do seu patrimônio está em ativos de menos risco (renda fixa).

Os outros 10% são aplicados em ativos de extrema volatilidade com correlação negativa aos outros 90%. Isso significa basicamente colocar esse dinheiro em opções longe do dinheiro de modo com que se algum evento extremo acontecer, você consiga fazer dinheiro com isso e proteger o seu patrimônio.

Outras

Quem vai dizer qual a melhor estratégia de balanceamento é o próprio investidor. Não necessariamente ele tem que seguir uma estratégia já existente.

Balanceamento equilibra risco e retorno

O melhor balanceamento é o que se encaixa com os 3 itens citados anteriormente: perfil de investidor, momento da vida e objetivos com os investimentos.

Já decidi qual meu balanceamento ideal! E agora?

Depois de algum tempo, o balanceamento que você fez vai se perder. É normal. Por exemplo, se a sua parcela de renda variável teve uma grande valorização, ela vai representar um percentual maior na sua carteira do que ocupava no início.

Uma forma de corrigir esse efeito é simplesmente aportando mais dinheiro do lado onde está faltando, mas nem sempre o investidor tem dinheiro sobrando para simplesmente colocar mais. E isso nos traz a outra forma de rebalancear: redistribuir.

Redistribuição

Nesse caso, você vende ativos da parcela que se valorizou mais e compra ativos da outra categoria.

Para exemplificar, vamos supor que você investiu 60% em renda variável e 40% em renda fixa. Depois de um ano, você tem 70% em renda variável e 30% em renda fixa. Sua renda variável se valorizou bastante e desbalanceou o seu portfólio. Agora é hora de vender 10% de ativos de renda variável e coloca-los em renda fixa.

A mesma lógica é aplicada quando acontece o contrário. Vamos supor que você investiu os mesmos 60% em RV e 40% em RF. Depois de um ano terrível de bolsa, você tem 40% em RV e 60% em RF. Essa estratégia diz que você deve vender 20% de renda fixa e aplicar em renda varíavel.

A beleza dessa estratégia é forçar o investidor sempre a vender em alta e comprar em baixa (o que é sempre muito difícil por causa do psicologico).

Perceba que no exemplo 1, suas ações se valorizaram, o que fez você vendê-las. No segundo caso, suas ações desvalorizaram, te fazendo comprar mais porque estavam em baixa.

Atualizando o balanceamento da carteira


Ah, mas eu não posso mudar meu balanceamento?

É claro que pode (e deve!). Os seus investimentos devem refletir seus objetivos de vida.

Se por um lado, você sempre deve rebalancear o seu portfólio de tempos em tempos para nunca fugir da sua estratégia, também faz sentido as vezes repensar a própria estratégia.

O balanceamento ideal para uma pessoa de 30 anos não necessariamente é o mesmo para uma pessoa de 50 anos, seja por causa do momento de vida, seja pelo montante que ele está investindo ou por qualquer outra razão.

E tem mais: existem ainda outras inúmeras formas de balanceamento.

Balanceamento de liquidez

O balanceamento também pode ser avaliado em relação à liquidez. Se você tem todos os seus ativos um fundo cuja liquidez é D+30 (isso é, que você só pode sacar seu dinheiro 30 dias depois de pedir por ele), você pode se botar numa situação em que não tem dinheiro numa emergência.

Por isso é importante balancear também a liquidez do patrimônio. O foco é ter parte dos seus ativos com liquidez diária – que te dão maior flexibilidade quando precisar sacar rapidamente- e outra parte em ativos com uma “menor liquidez” (que levam mais tempo para resgatar) – que geralmente te dão uma rentabilidade maior.

Balanceamento de indexador

Outro caso é o balanceamento de indexadores. Se você tiver todos os seus investimentos atrelados, por exemplo, ao CDI, um corte da taxa de juros faz com que toda a sua carteira passe a render menos.

É sempre uma boa ideia equilibrar alguns ativos atrelados ao CDI e outros ativos prefixados. Assim, qualquer que seja a mudança no mercado, ela só vai afetar negativamente parte dos seus investimentos, enquanto outra vai se valorizar.

PraPreguiçosoLer

1 – O que é balanceamento

Balanceamento é não botar todos os ovos na mesma sexta. É diversificar seus investimentos com consciência para que não fique tão sujeito a quedas/mudanças no mercado.

2- Como balancear minha carteira?

Existem algumas estratégias bem comuns. Pra decidir a melhor pra você, considere principalmente seu perfil investidor e momento de vida.

3- Balanceei, acabou?

Não! Seus ativos vão variar com o tempo, logo, você vai precisar fazer um rebalanceamento constante.

Pode parecer trabalhoso, mas não é tudo isso não! Te garanto que vai ser muito melhor pra sua vida como investidor.

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