Se você é iniciante na área de investimentos, provavelmente tem dúvidas em relação a quais são os melhores produtos financeiros para começar a investir. Esse assunto se torna ainda mais importante porque o gerente do seu banco provavelmente vai querer te empurrar um título pouco rentável, mas que, para ele, tem uma boa comissão.

Gerente de banco empurra produtos ruins

Por isso, é indispensável conhecer os melhores investimentos, que são fáceis de aplicar, resgatar, acompanhar e vender. Antes de tudo isso, é preciso fazer uma avaliação do seu objetivo, qual o destino do patrimônio acumulado e, claro, sempre experimentar as melhores ferramentas do gênero para uma boa carteira de produtos financeiros.

Ficou interessado? Então, acompanhe no artigo a seguir os 7 melhores investimentos para os iniciantes na área, além de dicas que te ajudam a entender qual é o melhor para o seu objetivo. Assim, em pouco tempo, você passa de um investidor com pouca experiência, para aquela pessoa que dá dicas para amigos e familiares.

Qual é o seu objetivo?

Antes de entrarmos nos investimentos para iniciantes, é bom abordar a questão do objetivo. Isso faz toda a diferença. Cada título, papel ou produto financeiro contêm suas características. As principais são a liquidez (capacidade de resgate), rentabilidade (quanto seu dinheiro rende) e segurança (a baixa possibilidade de perder patrimônio).

Assim, definimos os objetivos em três janelas de tempo:

  • Curto prazo: quando você precisa do dinheiro em poucos meses. Seja para fazer uma viagem, reformar a casa ou comprar algo que deseja de determinado valor;
  • Médio prazo: aqui pensamos em alguns anos. Esses objetivos geralmente são maiores que os de curto prazo, como ir morar sozinho, comprar um carro, etc.
  • Longo prazo: todo dinheiro que ficará rendendo para algo futuro, como a sua aposentadoria, ou complemento dela, os próprios imóveis ou veículos de maior valor ou um sonho que precisa de muita “grana”.

Assim, passamos para os melhores investimentos para os iniciantes na área.

1. Tesouro Direto

Há várias modalidades desses títulos emitidos pelo Governo Federal. Sim, você empresta dinheiro para os cofres da União, e cada um se adapta ao seu objetivo. O importante é conhecer todos os tipos, pois eles variam em liquidez, segurança e rentabilidade.

Tesouro direto

Tesouro Selic

Depois da poupança, é o “queridinho” dos brasileiros. O Tesouro Selic, antigamente conhecido como LFT, é a uma ótima opção para ter uma rentabilidade que segue a taxa básica de juros – por isso o nome Tesouro Selic, e com alta liquidez.

Recomendamos que, caso você não tenha nenhum investimento, comece por esse título. Ele é fácil de aplicar, sua plataforma é simples de acompanhar, além de inúmeras corretoras e até bancos oferecerem isenção na aplicação do Tesouro Selic.

Tesouro Prefixado

Outra categoria do Tesouro Direto é o Prefixado. Esse é um ótimo investimento para quem quer saber exatamente quanto a sua aplicação irá render na hora do resgate, sendo muito utilizado para quem se planeja financeiramente.

Geralmente, seu vencimento não é muito extenso, o que pode ser bom para curto e médio prazos. Quer uma dica? Compre o Tesouro Prefixado sempre que a expectativa da Selic nos próximos períodos seja de queda, visto que ele valorizará muito mais que a inflação.

Tesouro Prefixado com juros semestrais

Semelhante ao título anterior, o Tesouro Prefixado com juros semestrais dá a capacidade de retirar um percentual definido no momento da contratação, a cada seis meses. É muito indicado para pessoas que precisam de um fluxo de caixa de tempos em tempos.

Com ele, a pessoa não precisa vender o título, porque ele paga um dinheiro semestralmente.

Tesouro IPCA+

Outra ótima escolha no início das aplicações, o Tesouro IPCA+. Aqui, não há segredo: quando o IPCA cai, a rentabilidade cai também; quando sobe, você também valoriza seu patrimônio.

O Tesouro IPCA+ também conta com a possibilidade de receber juros semestrais para quem precisa de um fluxo de caixa.

Por fim, vale o destaque, é possível começar aplicando no Tesouro, dependendo da modalidade, com menos de R$ 100.

Para saber mais sobre tesouro, dá uma olhada nesse post aqui do blog.

2. Certificado de Depósito Bancário – CDB

Cdbs são investimentos emitidos por bancos

O Certificado de Depósito Bancário é muito conhecido também, você com certeza conhece gente que investe em CDB. Parece-se com o Tesouro Direto, só que possui algumas singularidades, como o fato de ser um investimento em que o investidor empresta o dinheiro para os bancos, ao invés do governo.

Ele também é encontrado em duas formas (como o tesouro): o prefixados e pós-fixados.

Mas, por que investir em CDB e não emprestar o dinheiro para o Governo Federal? Aí moram as peculiaridades destes títulos.

Existem duas características que tornam o CDB um bom investimento:

1- Garantido pelo FGC. O FGC, ou fundo garantidor de crédito funciona como um “seguro” para esse investimento. Que assegura o recebimento de até R$250 mil por CPF. Sendo assim, mesmo que o banco emissor do CDB quebra, você ainda receberá o dinheiro.

2- Bancos pequenos geralmente precisam de dinheiro e, por isso, sobem as taxas para serem mais atrativos. Sendo assim, você consegue encontrar CDBs com rentabilidade bastante altas, principalmente quando olha para bancos menores.

3. Letras do Crédito Imobiliário (LCI)

Para quê comprar um apartamento como investimento se você pode adquirir as Letras do Crédito Imobiliário? Acredite, além de ser uma das melhores opções para quem está começando, é utilizado na carteira dos mais experientes e agressivos investidores. E há razões para isso.

A LCI não é isenta de Imposto de Renda (IR), que abocanha até 22,5% dos lucros de seus investimentos. Esse produto financeiro tem uma data de resgate pré-definida e os valores geralmente começam em R$ 1.000, apesar de raros. Uma ótima forma de alta rentabilidade e baixíssimo risco.

Assim como os CDBs, as LCIs são cobertas pelo FGC.

É difícil comparar a rentabilidade de um CDB com a de um LCI justamente porque o CDB tem IR e o LCI não.

4. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

A “irmã” da LCI, a Letra de Crédito do Agronegócio, é um investimento voltado para a área do agronegócio. Por isso que, ao encontrar LCI e LCA, você verá uma volatilidade em relação à rentabilidade. Às vezes uma é a melhor opção, em determinadas situações é a outra.

O importante é que tem segurança. Sabe-se a data do resgate no início da contratação e sua emissão parte dos R$ 1.000, sendo mais comum encontrar bons produtos a partir de R$ 5.000.

LCI e LCA tem comportamentos iguais: não tem imposto de renda regressivo e são cobertos pelo FGC.

5. Debêntures

A mais arriscada das opções listadas até agora, as debêntures têm características importantes para os iniciantes em investimentos. Esse tipo de aplicação é a forma dos investidores emprestarem dinheiros para as empresas – não confunda com ações, que são compras de “partes” da organização.

Pense num caso em que a Petrobras precisa construir uma refinaria que custa R$1 bilhão. Nenhum banco tem esse dinheiro em caixa para emprestar.

Para isso, a Petrobras recorre ao mercado de capitais e emite uma debênture. A ideia é conseguir captar R$1 bilhão para construir a refinaria e repagar os investidores no futuro.

As debêntures são distribuídas em alguns tipos, tais quais:

  • Simples, o ato de emprestar e receber juros por isso;
  • Nominativas, em que a empresa emite e controla o investimento;
  • Escriturais, quando a empresa emite e controla o investimento, mas são guardados sob custódia em uma instituição financeira;
  • Conversíveis, quando podem ser transformadas em ações;
  • Permutáveis, em que é possível transformar e trocar por ações de outra empresa.

Você deve estar se perguntando: afinal, por que investir em uma debênture? Se por um lado elas são mais arriscadas do que CDBs, Tesouro, LCI e LCA, por outro elas podem ter uma rentabilidade altíssima, acima até mesmo de ações.

Além disso, as debêntures incentivadas possuem isenção de IR.

6. Fundos de investimentos

É um ótimo investimento para os iniciantes, mas que não traz tanta experiência de mercado assim. Nos outros produtos financeiros, você faz o aporte, acompanha e operacionaliza todo o processo. Já os fundos de investimentos são aqueles em que uma Gestora segue uma estratégia própria para comprar e vender ativos.

Ou seja, a vantagem aqui é que, se bem aplicados, o seu patrimônio pode render mais que qualquer outra opção que listamos até agora. É recomendado que você tenha essa diversificação na sua carteira. Por fim, uma excelente vantagem dos fundos de investimentos é a tributação regressiva, ou seja, quanto mais tempo passa, menos você paga em taxas.

Existem fundos que tem a relação risco x recompensa muito maior do que os investimentos citados acima. Por exemplo, olhe o histórico do fundo Versa Long Biased contra um CDB 125% do CDI.

Gráfico fundo de investimento e cdb
Fonte: Comparador de investimentos Real Valor

7. Renda variável

Opa, como assim? Ações sendo um dos melhores investimentos para os iniciantes na área? Com toda a certeza. É claro que você não precisa aplicar todo o seu dinheiro na renda variável, porque o prejuízo pode ser enorme. Mas, ao iniciar os investimentos, por que já não ir se familiarizando com as ações e outros investimentos correlatos?

Você gostaria de ser sócio do Google? Da Amazon? Isso é porque elas são boas empresas. O importante ao investir em renda variável é justamente encontrar boas empresas a bons preços para investir.

Escrevi esse post aqui para explicar algumas técnicas para escolher boas ações.

Conclusão

Como o tema do nosso artigo são os 7 melhores investimentos para os iniciantes na área, não se impressione se outras alternativas ótimas surgirem. Cada perfil de investidor, seja conservador, moderado ou agressivo, possui uma forma de lidar com seus investimentos.

Apesar de eu ter listado aqui bons investimentos, é sempre importante a diversificação. Dessa forma, você consegue ter ativos com baixa liquidez e maior rentabilidade para o longo prazo, mas também ativos para a reserva de emergência de curto prazo.

A gente escreveu um post muito bom sobre balanceamento aqui no blog.

Uma dica que eu não posso terminar sem falar é: estude e capacite-se. Nada mais te traz dinheiro do que o conhecimento sobre o mercado financeiro.