A “Doença Respiratória de 2019-nCoV”, transmitida pela mutação do coronavírus,  é uma doença grave que teve início na China no final de dezembro do ano passado, e está afetando a economia mundial.

post-blog-coronavírus-e-o-mercado financeiro-chinesas-andando-na-rua-com-mascara

A OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou emergência global em relação ao surto. Na semana passada a bolsa da China não abriu no dia 31 de janeiro. 

Na tradição chinesa, o feriado do Ano-Novo Lunar teve início no dia 23 de janeiro, mas o governo chinês estendeu o feriado e a bolsa foi reaberta em queda no dia 03 de fevereiro. 

Com a iminência dessa epidemia, muitas pessoas estão receosas com o que vai acontecer em relação a seus investimentos, principalmente aqueles que investem em renda variável

Resolvi escrever esse texto para falar sobre como essa epidemia pode afetar o mercado financeiro. 

Acho interessante fazer uma retrospectiva desses últimos acontecimentos e como a economia reagiu a esses eventos. 

Antes de tudo: o que é uma emergência global?

post-blog-coronavírus-e-o-mercado financeiro-sirene-alerta

A emergência global é decretada pela Organização Mundial de Saúde quando um evento na saúde pública afeta vários países diferentes do país inicialmente afetado. 

No caso do coronavírus, teve início na China e agora já são mais de 20 países afetados. O Brasil ainda está investigando casos em cidades específicas. 

As últimas emergências globais da década.

Gripe Suína

Também conhecida como H1N1, a epidemia aconteceu em 2009 e foi a primeira emergência global decretada. 

O H1N1 é uma variação do vírus da gripe, o influenza A, mas com complicações. Entre 2009 e 2010 foram registradas mais de 18 mil mortes. 

Os sintomas: 

Febre alta, acima de 38ºC, 39ºC, de início repentino; Dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações; Irritação nos olhos; Tosse; Coriza; Cansaço; Ficar sem vontade de comer; Vômitos; Diarreia.

Ebola na África Ocidental 

Epidemia teve início em Serra Leoa, Guiné e Libéria, entre 2013 e 2016 e estima-se que as vítimas fatais foram em torno de 11.300.

Os sintomas:

Febre, dor de cabeça muito forte, fraqueza muscular, dor de garganta e nas articulações e calafrios. 

Poliomielite

A doença que pode causar paralisia infantil, teve ressurgimento no Paquistão em 2014. Em novembro de 2019, a OMS decretou erradicado o tipo 3 do vírus, mas ainda há registros do tipo 1 no Paquistão e no Afeganistão. Desde 2015, o tipo 2 está erradicado. 

Os sintomas na forma não paralítica:

Febre; mal-estar; dor de cabeça;dor de garganta e no corpo; vômitos; diarreia; constipação (prisão de ventre); espasmos; rigidez na nuca; meningite.

Os sintomas na forma paralítica:

Súbita deficiência motora, febre. Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada; Sensibilidade conservada; Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

Zika  

Em 2015 a epidemia foi identificada no Brasil, mas afetou mais de 60 países. Transmitida pelo Aedes Aegypt, bebês cujas mães estavam infectadas pelo vírus nasceram com microcefalia.

A OMS decretou emergência global depois de ter confirmado, em 2016, mais de 2.300 casos de recém nascidos com microcefalia. 

Os sintomas:

febre por volta dos 38 graus, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, diarreia, náuseas, mal-estar. Vermelhidão no corpo com coceira intensa: rosto, tronco e os membros até atingir a palma das mãos e a planta dos pés. 

Ebola na República Democrática do Congo 

O ebola infecta seres humanos por meio do contato com pessoas ou animais infectados, incluindo chimpanzés e morcegos

Durante julho de 2019, a OMS decretou emergência global no Congo com 3.406 casos de infecção e 2.236 mortes

Os sintomas:

Febre, dor de cabeça muito forte, fraqueza muscular, dor de garganta e nas articulações e calafrios. 

O Coronavírus

É um tipo de vírus que é chamado assim por ter formato de coroa. Já houve casos anteriores de doenças que se originaram desse vírus como o SARS, também conhecida como gripe aviária.

No final do ano passado uma nova variação apareceu na China. Autoridades chinesas notificaram no final de dezembro casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan. 

Os sintomas: 

Febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave, podendo levar a morte.

E o que o coronavírus e o mercado tem a ver?

Você pôde perceber que todas as vezes que a OMS decretou uma emergência global foram casos que tiveram repercussão no mundo todo. Assim, países começam a tomar medidas para conter os avanços das epidemias. 

Em relação ao mercado financeiro, no curto prazo, o preço das ações tende a seguir o psicológico das pessoas. 

post-blog-coronavírus-e-o-mercado financeiro-

No começo do texto falei da não abertura da bolsa da China no dia 31. Quando reabriu no dia 3 de fevereiro, teve queda de 8%. 

Quando existe a possibilidade de uma epidemia com capacidade de se tornar mundial, existe o risco de empresas pararem de funcionar por algum tempo, isso pode afetar os lucros e consequentemente os resultados. 

Por exemplo, empresas como Starbucks, Volkswagen, Toyota, Starbucks diminuíram ritmo ou paralisaram atividades na China. 

Algumas pessoas ficam receosas e acabam querendo vender suas ações e sair da bolsa até ela dar uma acalmada, isso acaba derrubando os preços das ações. 

“O mercado de ações é um dispositivo para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes.”

Warren Buffet

Alguns analistas de mercado acabam indicando outros tipos de investimentos com ouro, renda fixa, dólar, mas esses investimentos já deveriam estar na sua carteira.

Como diz o Luis Stuhlberger, maior gestor de fundo brasileiro:

“Nada como comprar seguro de chuva num dia ensolarado.”

Luis Stuhlberger

Em contrapartida, outros apostam que com a bolsa em queda, é melhor aproveitar e comprar papéis para quando se valorizar. 

Essa tomada de decisão vai depender do seu perfil de investidor, ou seja, da sua sensibilidade ao risco e da paciência. 

Pelo gráfico abaixo, você consegue perceber que apesar de o mercado de ações ficar em baixa nos primeiros momentos dos surtos, há uma recuperação depois de alguns meses. 

post-blog-coronavírus-e-o-mercado financeiro

Como é muito difícil prever o que o futuro nos reserva, é importante que você diversifique sua carteira. Dessa forma, se mudanças globais, como o coronavírus, afetarem um tipo de investimento, você terá outro para compensar a rentabilidade. Por isso, é importante ficar sempre de olho nos seus investimentos. 

A queda proporcionada pelo pânico geral pode ser uma excelente oportunidade de comprar ações a preços mais baixos.

Como diria John D Rockefeller:

“Quando tiver sangue nas ruas, compre terras”

John D Rockefeller

ou Warren Buffett:

“Compre ao som de trovões e venda ao som de violinos”.

Qual a sua opinião em relação ao que pode acontecer? Deixe seu comentário!