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CVM altera regras para BDR. Faz sentido investir?

No dia 11 de agosto, muitas pessoas comemoraram a mudança que a  CVM propôs em relação aos BDR. 

Se antes os BDRs nível I estavam disponíveis apenas para investidor qualificado, a partir do dia 01 de setembro o pequeno investidor terá acesso a esse tipo de investimento. O que isso significa?

Se você não faz ideia do que estou falando, não se preocupe que vou explicar aqui para você. 

O que são BDRs?

BDR é um ativo que o investidor brasileiro pode adquirir quando está interessado em investir em empresas fora do Brasil.

São títulos brasileiros, negociados em bolsa mas que são lastreados em ações de empresas globais. É como uma cópia da ação do exterior na bolsa aqui do Brasil.

No caso de BDRs você não compra as ações diretamente, você vai comprar um título que varia de acordo com a cotação das ações do EUA (em sua grande maioria) e tem também a taxa de câmbio do dólar para o real. 

Investir em BDR é uma forma mais simples, porque você não precisa abrir conta no exterior. Você negocia através da sua própria corretora no Brasil e não paga remessa internacional. 

Ou seja, se você comprar a BDR da Apple, o ativo varia de acordo com as ações da Apple.

Vou dar um exemplo para ficar mais claro:

A ação da Apple fechou ontem em USD 506,09 (26 de agosto de 2020) o que equivale aproximadamente a R$ 2.838,30 além de precisar abrir conta no exterior, imposto de renda diferenciado.

Já a BDR da Apple você consegue comprar a R$ 284,00

O que mudou em relação a CVM?

Como falei no início do texto, para comprar BDRs patrocinados nível 1 e não patrocinados era preciso ser um investidor qualificado, aquele que declara ter mais de R$ 1 Milhão de patrimônio.

A partir de setembro, o investidor comum vai ter acesso a empresas como Stone, XP, PagSeguro, Arco Educação e Afya, que, apesar de serem brasileiras, abriram capital em bolsas estrangeiras.

Confira o que mudou:

  • A CVM ampliou acesso a pequenos investidores. A nova norma flexibiliza restrições prévias e entra em vigor a partir do dia 01/09/2020.
  • Investidores não qualificados, poderão negociar BDRs Nível 1, a depender do mercado em que os valores mobiliários que servem como lastro sejam listados.
  • BDRs poderão ser lastreados em ações emitidas por companhias estrangeiras com ativos ou receitas no Brasil.
  • BDRs poderão ser lastreados em títulos de dívida, inclusive emitidos por companhias abertas brasileiras.

Faz sentido ter BDR na carteira?

Geralmente, quando uma crise acontece no Brasil, o Ibovespa cai e o dólar sobe. 

Por que isso acontece? 

Se o Brasil está em crise, ele não é mais tão atrativo, porque se torna um investimento de risco. 

Com isso, o investidor gringo costuma sair e buscar ativos mais seguros fora do país. Ele vende sua posição em bolsa.

Com essa pressão vendedora, a bolsa tende a cair. 

Quando ele transforma os reais dele em dólar e tira do país, cria uma pressão compradora de dólar. Com isso, o câmbio da moeda norte americana sobe. 

Quando você tem uma carteira balanceada com investimentos estrangeiros, a escalada do dólar pode compensar as perdas do Ibovespa. 

Ou seja, se você tem BDRs em sua carteira, você pode compensar as perdas do IBovespa, uma vez que seus investimentos em BDR seguirão a moeda americana. 

Lembrando que não estamos fazendo sugestão de compra ou venda. Para isso, é importante procurar profissionais qualificados no mercado.

Por que não investir em dólar diretamente? 

Com BDR, além de estar exposto em dólar, você investe nas empresas mais lucrativas do mundo.

Hoje o mercado mais aquecido é o de tecnologia

Investindo em BDRs, você consegue investir em empresas que estão imersas nesse mercado, com margens de lucro altíssimas.Google, Facebook, McDonalds, Nike, Netflix, Microsoft entre outras…

No Ibovespa não existem mais de 5 empresas de tecnologia. Atualmente, na B3 tem por volta de 130 BDRs listados, a maioria americana

E investir diretamente em ação?

Existem mais de 8 mil ações americanas, e qualquer pessoa pode investir.

Tanto com BDRs quanto com ações americanas, é possível balancear a carteira para momentos de crise como o que estamos vivendo agora por conta do coronavírus. 

É uma forma de se expor a maiores empresas e ao dólar.

Estamos vivendo em um momento de muita volatilidade e é o momento de ter calma e seguir sua estratégia.   

E aí? O que achou dessa mudança feita pela CVM? Comente aqui!

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