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Fundos imobiliários (FIIs) de CRIs foram os mais comprados em agosto por investidores que controlam suas carteiras no Real Valor – confira a lista dos preferidos

Agosto foi um mês negativo para a renda variável em geral no Brasil, com notícias como de problemas fiscais, conturbações políticas e o recuo das commodities sendo as principais causas do retrocesso. O Ibovespa, principal índice de ações do país, fechou o mês recuando 2,48%. Já o IFIX, índice de fundos imobiliários da B3, foi no mesmo caminho e teve uma queda de 2,54%.  

A alta da curva de juros foi um dos principais fatores que derrubaram o setor imobiliário. Diante da perspectiva de que o crédito custará mais, com as curvas média e longa já chegando a dois dígitos, é normal que o setor, muito dependente dessa variável, seja impactado. O capital mais caro inibe o ritmo de construções. 

Apesar da queda do IFIX, os investidores que controlam suas carteiras no Real Valor até que conseguiram uma performance razoável. Dois fundos imobiliários presentes no top 5 do ranking dos mais comprados pelos usuários da plataforma trouxeram altas consideráveis no mês ao se levar em conta o preço médio de entrada e a cotação no último dia de agosto.

Confira os cinco fundos imobiliários mais comprados em agosto por aqueles que usam a plataforma de consolidação de investimentos: 

  • Hectare CE (HCTR11): 5,99% de todos os aportes feitos pelos usuários do Real Valor em FIIs
  • Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11): 5,82% dos aportes
  • CSHG Logística (HGLG11): 4,52% dos aportes
  • Rec Recebíveis (RECR11): 4,15% dos aportes
  • Maxi Renda (MXRF11): 3,76% dos aportes

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Fundos imobiliários de papel têm desempenho médio positivo em agosto 

Tanto o Iridium (IRDM11) quanto o Rec Recebíveis (RECR11), que ficaram, respectivamente, em segundo e quarto lugar, proporcionaram para a maioria dos usuários do Real Valor consideráveis valorizações de seus investimentos. 

O preço médio de entrada dos clientes da plataforma no IRDM11 foi R$ 114,14. No final do mês, ele estava cotado a R$ 117,16. Já no caso do RECR11, o preço médio de entrada  foi R$ 104,36, e o FII finalizou o mês valendo R$ 105,66. 

Os dois fundos imobiliários são de CRIs, certificados de recebíveis imobiliários. As gestoras desses fundos emprestam dinheiro para construtoras ou incorporadoras realizarem obras com esse capital. Trata-se de uma espécie de empréstimo privado. 

Não raro, os fundos imobiliários de CRIs acabam por surfar em um momento de alta de juros ou da inflação, isso por terem seus contratos atrelados à Selic, ao CDI ou a índices como o IPCA ou IGP-M. 

Os dividendos pagos por esses dois FIIs estão, por conta disso, inclusive muito maiores  atualmente do que aqueles registrados em 2020 ou em 2019. 

Em julho, por exemplo, o IRDM11 teve um dividend yield de 1,15%, ante 0,85% no mesmo mês de 2020 e 0,64% em 2019. O RECR11 vai no mesmo caminho, pagando R$ 1,10 em julho deste ano, ante R$ 0,85 no mesmo mês do ano passado. 

A maior parte dos contratos desses dois fundos imobiliários são indexados ao IPCA – que vem avançando consideravelmente. Em agosto, esse índice avançou 0,87%, acumulando 9,7% nos últimos 12 anos.

Outros dois fundos imobiliários que aparecem na lista dos top 5 também são fundos de papel. O Hectare CE (HCTR11) e o Maxi Renda (MXRF11), primeiro e quinto lugar da lista, foram bastante buscados pelos investidores da plataforma. 

Ambos trouxeram leves depreciações aos usuários do Real Valor ao se levar em conta o preço médio de entrada geral e o preço do ativo no último pregão do intervalo. Estas foram, porém, muito menores do que a queda apresentada pelo IFIX durante o mês. 

O Hectare desvalorizou na comparação entre preço final e preço médio de entrada 0,37% e o Maxi Renda, 0,20%. Os dois também viram seus dividendos crescendo nas comparações com os anos anteriores.

A alta dos proventos deve justificar, em parte, a maior procura dos investidores por esses fundos imobiliários. 

É necessário, entretanto, ficar atento: se os devedores que tomaram esses empréstimos estão tendo de pagar mais taxas por conta dos indexadores dos contratos, é comum que a inadimplência também cresça, aumentando os riscos.

CSHG Logística, do Credit Suisse, fecha lista

O único fundo imobiliário que não é de CRIs na lista dos mais comprados pelos usuários do Real Valor é o CSHG Logística (HGLG11), administrado pelo Credit Suisse.

Este FII investe, diferentemente dos outros, diretamente em bens imobiliários, e não em contratos. Trata-se de um fundo imobiliário do tipo tijolo, com foco em galpões de logística

Em agosto, os investidores do Real Valor entraram no ativo com um preço médio de R$ 164,79 e no final do mês o preço era de R$ 162,43.

Apesar de o setor de logística estar em alta, com o e-commerce avançando no país, o CSHG Logística não conseguiu passar impune ao cenário. Além disso, este FII encerrou uma nova emissão de cotas no fim do mês – o que talvez justifique o fato de ele ter saído na lista. 

Os novos papéis vieram, entretanto, com o preço um pouco aquém do que aquele pelo qual as cotas eram negociadas na bolsa. Essas caíram em um processo natural de correção. 

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