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Ibovespa na faixa de 116 mil pontos: como encontrar boas ações com preços descontados?

Com o Ibovespa marcando 116 mil pontos, muitos analistas avaliam se estamos diante de uma janela concreta de oportunidade para investir em ações com preços descontados. 

Para saber se esses preços estão realmente atraentes, é importante levar em conta alguns aspectos. A analista de ações da Empiricus, Larissa Quaresma, no vídeo abaixo, fala sobre as diversas formas de analisar o valuation de ativos.

Aspectos qualitativos e quantitativos devem ser considerados para entender o que está acontecendo com uma empresa e se é um bom momento de barganha para se tornar um acionista. Veja alguns pontos importantes:

O sentimento do mercado

Tanto em um cenário macroeconômico quanto micro, diversos eventos podem influenciar na narrativa que é contada a respeito de uma empresa. Afinal, as notícias que rondam uma empresa podem levar seu preço às alturas, assim como ao fundo do poço. 

Tome como exemplo algumas crises vividas há não muito tempo: em 2009, no período pós-crise do subprime e em 2015, os tempos do Governo Dilma. Em ambas as épocas, muito negativismo cercava a economia. Em 2015, inclusive, o Ibovespa chegou a ficar abaixo dos 40 mil pontos. Eram tempos de preços extremamente depreciados. 

Para diferenciar esses momentos, cabe aos analistas diferenciar os ruídos da realidade. Segundo Larissa e demais analistas da Empiricus, no momento, temos uma janela de oportunidade histórica para investir. 

Para fugir dos burburinhos e encontrar fatos para se embasar, a analista recomenda aos investidores sempre conversarem com especialistas nos seus campos, cientistas políticos ou economistas, que saibam julgar se essa realidade é possível mesmo.

Um exemplo de como os sentimentos e narrativas podem afetar as empresas é o caso da Vale (VALE4), que após o desastre de Brumadinho, teve os preços dos papéis caindo 25% em um mesmo dia. Contudo, as dívidas cobradas da empresa não chegariam perto do equivalente a um quarto de seu patrimônio na época, refletindo uma depreciação exagerada. 

Imagem: Giphy

O Valuation relativo

Uma das maneiras de avaliar a precificação das empresas também é pela avaliação relativa por múltiplos, de maneira quantitativa. Para isso, podem ser calculados alguns múltiplos:

  • P/L (preço por lucro) 
  • EV/Ebitda (valor da empresa sobre Ebitda) 
  • EV/Vendas (valor da empresa sobre as vendas)

A partir desses resultados, é possível compará-los com:

  • Dados históricos da própria empresa
  • Empresas concorrentes 
  • Pares internacionais

Assim,  abre-se um horizonte para compreender a situação que a firma está passando e o potencial de crescimento no valor de seus papéis. 

O Valuation por Fluxo de Caixa Descontado

A projeção do fluxo de caixa de uma empresa costuma ser um cálculo reservado para os analistas, pois é mais complexo e demanda muito tempo. 

Com essa metodologia, o valuation da empresa requer a somatória dos fluxos de caixa futuros da empresa. Contudo, esse cálculo é muito sensível às premissas que compõem a projeção. Se alguma dessas ideias é alterada, o valor presente justo da empresa será impactado. Uma premissa comum ao valor de todas as empresas é a taxa de desconto que você usa. Um erro de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo já significa 0,5% de downside ou upside que você deixou passar. 

Para isso, é preciso fazer uma análise de sensibilidade e manter uma margem de segurança, para perceber se o valor está bom e o grau de proteção para eventos adversos. Segundo Larissa, “é sempre melhor tender para o lado conservador nesses cálculos.”

Se você tem interesse em aprender mais sobre como investir em ações, acesse o curso gratuito “Ações em Minutos” com Max Bohm, no app da Empiricus (disponível na App Store e Google Play) e acompanhe os vídeos do canal no YouTube.

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