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Inflação subindo: se proteja e não deixe a alta de preços abocanhar a rentabilidade dos seus investimentos

Se você costuma ir ao supermercado, abastecer seu carro, pagar aluguel ou mesmo fazer compras gerais, deve estar sentindo nos últimos meses o bolso pesando cada vez mais. Os preços de bens e serviços não só estão subindo ao longo do tempo – o que é natural – mas estão em um movimento de alta muito intenso.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho foi de 0,96%, o que elevou o total acumulado em 12 meses para 8,99%. E a projeção do mercado para o IPCA em 2021 já está em 6,88% e não para de crescer a cada novo relatório Focus do Banco Central. E o IGP-M, então, índice usado como referência para o reajuste de aluguéis, que está em 33,83% nos últimos 12 meses?

Como não é difícil deduzir, a inflação aperta cada vez mais as contas dos brasileiros – incluindo as suas. O que muita gente deixa de prestar atenção, contudo, é o efeito da alta de preços nos investimentos. Quando você tem uma aplicação parada, rendendo, não sente tanto o efeito da inflação subindo, mas ela está ali – e inclusive pode estar fazendo você perder dinheiro.

O intuito de investir é conseguir aumentar o patrimônio, mas com o objetivo de usufruir desse dinheiro no futuro. Números na tela não significam muita coisa. Abrir seu app no banco ou na corretora e ver um saldo de R$ 1.000 ou R$ 2.000 não muda nada na sua vida, até o momento em que você vier a utilizar esses recursos. Por isso, antes de se perguntar sobre quanto dinheiro você ganhou, é preciso pensar quanto poder de compra esse dinheiro te proporcionou.

Vamos a um exemplo muito simples: a poupança. Segundo a calculadora do Banco Central, o rendimento da nova caderneta (a partir de 2012) nos últimos 12 meses foi de 1,4%. O IPCA medido no mesmo período foi de 8,99%. Ou seja, se há um ano você aplicasse R$ 10 mil na poupança:

  • Você teria R$ 10.140, ou seja, um ganho de R$ 140;
  • Para comprar o mesmo que comprava com R$ 10 mil, precisaria de R$ 10.899;
  • Resumindo, você teria perdido R$ 759 em poder de compra.

Ou seja, apesar de ter tido um ganho nominal de R$ 140, o investidor teve uma perda real de R$ 759. Portanto, mais do que números, é relevante pensar no que eles de fato significam no momento e em seu impacto na vida financeira.

levar em conta a infllação subindo nos investimentos

Percebe como isso subverte a lógica do investimento? A ideia de poupar é deixar de consumir agora para ter benefícios futuros maiores no futuro. Isso não faz mais sentido quando você guarda dinheiro para perder.

Inflação (que incide sobre tudo) afeta os investimentos

Se não existisse a inflação e os preços se mantivessem estáveis, então o rendimento dos investimentos seria exatamente igual ao acréscimo do poder de compra. Na maioria das vezes, contudo, isso não acontece: com maior ou menor intensidade, os preços estão subindo. Isso faz com que o investidor parta sempre com um passo atrás a ser superado em sua corrida por ganhos.

Na prática, a inflação incide nos investimentos como se fosse um imposto: uma parte da sua rentabilidade é usada apenas para pagá-la. O grande problema é que, diferentemente do Imposto de Renda, por exemplo, que incide apenas sobre seus lucros, a inflação afeta todo o seu patrimônio. Em outras palavras, é preciso que seus investimentos sempre a superem para que não sejam corroídos ao longo do tempo.

Antes, era mais fácil vencer o IPCA

É fato que o brasileiro se acostumou com uma inflação muito alta antes do Plano Real, o que forçava as pessoas a gastarem seu salário logo após recebê-lo, já que o reajuste dos preços era diário e, muitas vezes, acontecia ao longo de um mesmo expediente. Entretanto, com os juros altos, era mais fácil proteger o patrimônio investido do dragão da inflação.

Até alguns anos atrás, por exemplo, era comum ver a taxa básica de juros (Selic) em dois dígitos – e acima da inflação do país. Isso possibilitava que aplicações de renda fixa tradicionais, como o Tesouro Selic, a poupança ou os CDBs batessem o IPCA sem trazer grandes riscos. A situação de agora, contudo, é muito diferente.

A inflação está muito elevada no Brasil

Nos últimos 12 meses, a correção de um investimento pela Selic ficou em 2,26%, bem abaixo dos 8,99% da inflação. Embora a taxa básica de juros já esteja em 5,25% e tenha perspectiva de alta, ainda está abaixo das projeções de inflação, quase na casa dos 7%.

Isso vem forçando os investidores a buscar alternativas capazes de superar o IPCA e, consequentemente, trazer ganhos reais.

A solução nem sempre está na Bolsa…

Uma das alternativas adotadas pelo investidor que busca maiores rentabilidades é ir atrás de aplicações de maior risco, como a compra de ações. De fato, esses ativos trazem um grande potencial de lucros, mas exigem maior aceitação das oscilações.

Existem sim, excelentes possibilidades de ganho, especialmente pontuais, mas o risco não necessariamente fará você bater a inflação. O Ibovespa, por exemplo, principal índice de ações da B3, a bolsa brasileira, subiu 79% de 2010 até o momento. Essa alta do principal índice da Bolsa é inferior à inflação medida no período, que foi de 90%. Ou seja, quem colocou seu dinheiro em uma carteira que replica o índice perdeu poder de compra, mesmo se expondo ao risco.

De todo modo, o ideal é sempre diversificar.

A solução para a inflação… é a própria inflação

Bem, se a taxa Selic está em baixa e o mercado de renda variável não é uma garantia, o que o investidor pode fazer para manter seu dinheiro protegido na inflação? Investir, justamente, na inflação. Não entendeu? Calma, é bem simples.

A Selic é referência para aplicações de renda fixa porque muitas vezes é usada como medida da rentabilidade de títulos do Tesouro Direto e também é muitas vezes acompanhada pelo CDI, índice de títulos privados, como os CDBs. Algumas aplicações de renda fixa, contudo, utilizam justamente o IPCA como medida de rentabilidade.

Antes de entrar mais a fundo nessas aplicações, é necessário entender como funciona a rentabilidade de um título de renda fixa. Basicamente, são três modelos:

  • Prefixado: Investidor já sabe a quantia exata que irá receber. Ex.: 5% a.a. (nesse caso, se o IPCA for maior que a rentabilidade, há perda de poder de compra).
  • Pós-fixado: Investidor sabe “mais ou menos”, pois seu rendimento está atrelado a um índice, como CDI, Selic, ou IPCA, ainda desconhecido. Aqui, ganhar poder de compra vai depender da relação entre o índice de referência e o IPCA.
  • Misto: Parte do rendimento é prefixada e parte é pós-fixada.

O grande pulo do gato para proteger seus investimentos da inflação é optar por títulos mistos atrelados ao IPCA. Nesse caso, a parte pós-fixada, por ser justamente ligada à inflação subindo, irá acompanhar a alta de preços: quanto maior o IPCA, maior será também o rendimento do título, compensando os efeitos do dragão. Aí, a parte prefixada garante a rentabilidade real do investimento.

Por exemplo, se um título rende IPCA + 2% a.a., sua rentabilidade será:

  • De 7%, caso a inflação fique em 5%;
  • De 10%, caso a inflação fique em 8%;
  • De 72%, caso a inflação fique em um nível absurdo de 70%.

Ou seja, sempre você ganhará dois pontos percentuais acima do IPCA.

Entre os investimentos que podem ser encontrados vinculados ao IPCA estão o Tesouro IPCA+, CDBs, LCIs, LCAs e fundos de inflação.

Monitorar os investimentos: a melhor maneira de fazê-los render

As perdas decorrentes da inflação são algo comum para os investidores que não têm o costume de acompanhar o desempenho de suas aplicações e nem buscar alternativas. Parece inadequado, mas muita gente coloca o dinheiro em algum investimento e acaba esquecendo lá, sem saber o que está acontecendo.

Quando os investimentos estão em mais de um banco, plataforma ou corretora, por exemplo, esse acompanhamento fica ainda mais complexo. O aplicativo do Real Valor surgiu exatamente para atender esses investidores e possibilitar uma melhor análise das suas aplicações de maneira simples e intuitiva.

O app gratuito permite que você veja o desempenho da sua carteira, mostrando seus pontos fortes e fracos, agregando a performance e a especificando por produto. Assim, fica mais fácil saber o que está criando e o que está destruindo riqueza para você.

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