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O que você deveria olhar nos seus investimentos

Sempre falamos aqui da importância de acompanhar investimentos. Afinal de contas, se você não mede, você não gerencia. E para que você possa avaliar se seus investimentos estão indo bem, é importante acompanhar bem de perto. 

Hoje em dia tem muita informação disponível e algumas pessoas ficam meio perdidas em relação ao que acompanhar. 

Acredito que você deva conhecer pessoas com esse problema, né? Então encaminha esse texto para aquele amigo que ainda não sabe como acompanhar investimento! 

Você que já conhece os índices de mercado, sabe que um bom balanceamento de carteira é o ideal. 

Então, dentro de tantas possibilidades e dados, o que é mais importante acompanhar?

Se quiser um conteúdo completo, vou deixar o formulário do nosso ebook com mais de 35 páginas repletas de conteúdo de primeira qualidade! 

Vamos olhar de perto!

Balanceamento de liquidez 

Você já deve saber que fazer balanceamento da carteira é de extrema importância para definir onde vai aplicar seu dinheiro, certo? 

Uma questão importante é ver se sua carteira está com um bom balanceamento em relação à liquidez. 

Se você tem todos os seus ativos um fundo cuja liquidez é D+30 (isso é, que você só pode sacar seu dinheiro 30 dias depois de pedir por ele), você pode se colocar numa situação em que não tem dinheiro numa emergência. 

Por isso é importante verificar como está o balanceamento da liquidez do patrimônio. O foco é ter parte dos seus ativos com liquidez diária – que te dá maior flexibilidade quando precisar sacar rapidamente – e outra parte em ativos com uma “menor liquidez” (que levam mais tempo para resgatar) – que geralmente te dão uma rentabilidade maior. 

Balanceamento de indexadores 

Outro caso é o balanceamento de indexadores. Se você tiver todos os seus investimentos atrelados, por exemplo, ao CDI, um corte da taxa de juros faz com que toda a sua carteira passe a render menos.

É sempre uma boa ideia equilibrar alguns ativos atrelados ao CDI e outros ativos prefixados. Assim, qualquer que seja a mudança no mercado, ela só vai afetar negativamente parte dos seus investimentos, enquanto outra vai se valorizar

Balanceamento de Renda Fixa e Renda Variável 

Existem inúmeras formas de você balancear sua carteira, desde métodos mais simples até alguns bem avançados. 

Cada um tem os seus prós, mas o mais importante aqui é sempre investir com base no seu planejamento. 

O balanceamento ideal para você vai depender basicamente de: 

  • Seu perfil de investidor; 
  • Seu momento de vida; 
  • Seus objetivos com seus investimentos; 

Pode parecer complicado mas juro que não é. 

E você, definitivamente, deve ter uma estratégia antes de escolher em qual ativo vai aplicar. 

Ah uma boa notícia: uma vez definido seu balanceamento ideal, fica muito mais fácil decidir na hora de escolher seu próximo investimento. 

Existem duas propostas que te ajudam a definir isso: 

  • Lei dos 60
  • Lei dos 80

Elas seguem a mesma lógica. A diferença é que a lei dos 60 é mais conservadora do que a dos 80. 

Lei dos 60 e Lei dos 80

A Lei dos 60 foi cunhada por Gustavo Cerbasi, um dos maiores especialistas em finanças pessoais do Brasil. 

A regra basicamente diz que você deve alocar 60 – a sua idade em renda variável. O restante deve ser alocado em renda fixa. 

Isso significa que o investidor de 31 anos deve investir 29% em renda variável (60-31=29) e 71% em Renda Fixa. No ano seguinte, ele deve ter 28% em Renda Variável e 72% em Renda Fixa e assim por diante. 

Como disse antes, a lei dos 80 segue a mesma lógica, mas você aloca 80 – a sua idade em renda variável. Ou seja, o mesmo investidor de 31 anos, investe 49% em Renda Variável e 51% em Renda Fixa. 

Esse cálculo é um norte, mas quem vai dizer qual a melhor estratégia de balanceamento é o próprio investidor, ou seja, você. 

Não necessariamente tem que seguir uma estratégia já existente, mas é importante que os seus investimentos reflitam seus objetivos de vida.

Performance x Benchmarks 

Faz sentido comparar a sua carteira de renda fixa com o CDI, a sua carteira de ações com o Ibovespa, a sua carteira de FIIs com o IFIX e por aí vai. 

Mas qual é o benchmark que você deveria usar para comparar a sua carteira como um todo?

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Claro que você pode comparar com o CDI e olhar essa situação sob a ótica de custo de oportunidade: “eu poderia estar investindo em 100% do CDI ou ter essa carteira”. 

O problema dessa abordagem é não olhar para risco, só para rentabilidade. Ao comparar uma carteira diversificada e o CDI, você está comparando riscos e retornos potenciais muito diferentes. 

Uma carteira que rende 200% do CDI pode ser composta na sua grande maioria por ações e estar perdendo do Ibovespa. Mas quando você olha a carteira como um todo, está batendo o CDI. 

Olhando para a comparação com o CDI, essa carteira está indo bem embora na verdade não esteja. Uma forma de diminuir essas distorções é usar um benchmark composto. Ele leva em consideração os pesos de alocação para cada tipo de ativo. 

Quer um exemplo de um benchmark composto? 

Vamos supor que você tem 60% da sua carteira investido em ações e 40% em renda fixa.

O benchmark composto seria uma soma do Ibovespa com o CDI, mas com o Ibovespa tendo peso de 60% e o CDI de 40%. Dessa forma, você consegue compreender melhor o risco e recompensa da sua carteira. 

O maior problema do benchmark composto é a dificuldade de se criar um benchmark para cada investidor. Por isso, a maioria dos investidores continua comparando a sua carteira com o CDI. 

Outra maneira de conseguir olhar para benchmarks que fazem sentido é simplesmente olhar as performances das categorias de forma segregada. 

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No exemplo acima, isso significaria olhar para a carteira de ações contra o ibovespa e a carteira de renda fixa contra o cdi. 

Esse approach é de fácil visualização e mostra exatamente qual carteira ou ativo está segurando a sua rentabilidade. 

No Real Valor é simples de visualizar os ativos sob essa ótica. 

Entradas mensais x necessidade de geração de caixa 

Muitos investidores têm uma fonte de receita que vem do trabalho. De lá, ele gasta um percentual e investe o outro. 

Esses investidores não têm tanta necessidade de investir pensando em entradas mensais advindas de dividendos, cupons, etc. 

Existem outros investidores que não têm uma receita mensal recorrente e usam os investimentos como uma forma de receita mensal para cobrir seus custos. 

Esses investidores precisam ter uma estratégia em que os dividendos e cupons mensais somem mais dinheiro do que o custo mensal dele. 

Se for menor que o custo mensal dele e ele não tiver uma receita de outro lugar, ele vai ter que encostar nos investimentos para resgatar algo, o que pode ser um movimento pior.

Por isso, o investidor que não tem uma receita mensal recorrente, mas tem um custo mensal recorrente deve ficar de olho sempre em quanto de dinheiro sua carteira rende por mês na forma de proventos e cupons e qual é o seu custo mensal.

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O objetivo deve ser sempre fazer mais em dividendos do que o custo mensal.

E você? Acompanha esses indicadores ou se baseia em outros? Comenta aqui! 

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