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Por que é importante definir perfil de risco antes de investir?

Não é novidade para quem já investe que definir o perfil de investidor é essencial para saber onde vai alocar o dinheiro de forma mais alinhada com os objetivos. 

O mercado financeiro geralmente separa em três tipos de perfis: 

  • Perfil Conservador: preza em primeiro lugar pela segurança, ou seja, correr menos riscos.
  • Perfil Moderado: como o próprio nome diz, busca um equilíbrio entre a zona segura de conforto e o nível de rentabilidade.
  • Perfil Arrojado: não se prende muito a aplicações mais seguras. Para ele, o mais importante é fazer o investimento render o máximo possível, mesmo que tenha que correr grandes riscos.

Mas será que o perfil do investidor será sempre o mesmo?

Não necessariamente. Tem alguns fatores que podem influenciar nessa definição e que é importante você ter em mente na hora de investir. Confira:

1. Quais são os seus objetivos? 

Se você não sabe para onde ir, qualquer caminho serve!

Lewis Carroll (Alice no País das Maravilhas)
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Eu adoro esse gato da Alice no País das Maravilhas

Antes de qualquer coisa, é fundamental que você saiba o que quer.

O seu objetivo é garantir uma aposentadoria? Ou você está em busca de liquidez e ganhos acelerados? Quer dinheiro de renda extra? Quer comprar um apartamento? 

Cada uma das opções vai apontar para um perfil e um caminho distinto. 

Por isso, uma das dicas para definir o seu perfil de risco antes de fazer um investimento é definir objetivos financeiros concretos. 

A maioria das pessoas quer ficar rico e ganhar muito dinheiro com os investimentos, mas fuja dessas metas abstratas.

Afinal, se você não tem um objetivo definido, você pode cair na tentação de gastar esse dinheiro. Escolha objetivos que você consiga mensurar. 

Deste modo, você poderá acompanhar melhor os seus investimentos.

Além da aposentadoria, que já mencionamos, outros exemplos básicos incluem aumentar  o patrimônio, comprar um imóvel, pagar uma faculdade, fazer uma viagem.

Cada objetivo mostra caminhos e tempos diferentes para serem alcançados. Da mesma forma, delimitam perfis distintos de investidor.

2. Que tipo de risco você está disposto a correr?

Nossa aversão não é a risco e sim a perdas. O Edu fez um texto muito legal sobre isso. Confere aqui

Eu vi uma vez em uma live os ativos geralmente tem 3 variáveis e que para ter as três é muito difícil: rentabilidade, liquidez e volatilidade.

Escolhas

Nos investimentos você acaba abrindo mão de um desses aspectos. Se você quer alta rentabilidade, mas não está disposto a volatilidade, então provavelmente vai abrir mão de liquidez.

Entender o que você está disposto a abrir mão nos seus investimentos é muito importante para que você não se arrisque  em ativos que não você não está preparado, isso diz muito sobre seu perfil de investidor. 

Muitas pessoas não conseguem pensar na possibilidade de insucesso envolvendo o dinheiro. Tem gente que não consegue lidar com  as incertezas do mercado. Por isso, não faz sentido, que essas pessoas se arrisquem em ativos de alta volatilidade. 

Por outro lado, tem investidores que abraçam os riscos sem restrição e caem de cabeça em ativos e operações com maior grau de risco.

E, mais uma vez, também encontramos investidores que conseguem lidar com uma dose moderada de risco. Os perfis estão intimamente ligados à quantidade de incerteza e insucesso que os indivíduos podem suportar.

Além disso, é preciso ver o tamanho do patrimônio que vai ser investido. 

3. Qual o tamanho do seu patrimônio?

Uma vez o ouvi que  quando as pessoas perguntam “quando eu devo começar a investir?” a resposta é: há 20 anos atrás. Como isso não é possível o melhor momento é hoje. 

“Mas eu não tenho muito dinheiro” vão dizer. OK! Comece aos poucos, mas entenda que o tamanho do seu patrimônio também vai influenciar no seu perfil de risco.

Por que isso acontece?

Não adianta ter disposição para correr riscos se o seu patrimônio não permite este tipo de empreitada. 

Por isso, você deve colocar os pés no chão e avaliar cuidadosamente o seu patrimônio. Significa, portanto, que é preciso não só levantar o capital disponível, mas a sua condição financeira como um todo.

Ao fazer esta avaliação, você descobre quanto pode investir inicialmente e também o montante que pode aplicar nos meses seguintes. Pode ser que no fim das contas as suas posses permitam apenas um caminho conservador.

4. Pense em curto, médio e longo prazo

Como já falei no texto, a liquidez é um dos pilares que é preciso prestar atenção quando for investir. 

Ela também é um fator de risco: se você tem todos os seus ativos um fundo cuja liquidez é D+30 (isso é, que você só pode sacar seu dinheiro 30 dias depois de pedir por ele), você pode se colocar numa situação em que não tem dinheiro numa emergência. 

Quando falamos de objetivos e metas financeiras em relação aos investimentos, você precisa levar em consideração esse fator e planejar qual o valor será investido para o curto, para o médio e para o longo prazo. 

Falando com exemplos: 

Quando falamos de longo prazo, estamos pensando no futuro como uma renda para aposentadoria. Médio prazo, você pode estar pensando em comprar um apartamento e o curto prazo, é aquele dinheiro que você vai usar em uma viagem. 

Além disso, o prazo que você deixa seu dinheiro pode impactar na alíquota de imposto de renda. Por exemplo, os fundos geralmente trabalham com a tabela regressiva que começa com alíquota de 22,5% e pode chegar a 15%. 

Por isso, o tempo que você vai deixar seu dinheiro investido também diz sobre o seu perfil de investidor. 

Como identificar seu perfil?

Depois de avaliar todas esses pontos que falamos, quando você vai investir o seu dinheiro, é comum que você tenha que responder a algumas perguntas para definir o seu perfil. Seguem alguns exemplos, lembrando que essas perguntas podem ser elaboradas de maneiras diferentes: 

  • Você quer manter o seu poder de compra e ganhar em curto e médio prazo?
  • Tem aversão ao risco e não quer nem pensar em perder dinheiro? 
  • Vale a pena um pouco de risco para aumentar os ganhos?
  • Quer diversificar a carteira de investimentos? 
  • Seus objetivos se dividem em curto, médio e longo prazo? 
  • Dá para lidar com a queda de rentabilidade, mas não sem algum cuidado? 
  • Rentabilidade é o que você mais procura? 
  • Já perdeu dinheiro sem se desesperar? 
  • Tem capital para investir mesmo com risco de perda? 
  • Tem experiência com investimentos? 
  • Consegue usar o risco estrategicamente?

Com o seu perfil traçado, você pode decidir se quer seguir nessa jornada por conta própria ou procurar um profissional do mercado. 

Compartilhe esse texto com um amigo que precisa entender perfil de investidor antes de começar a investir. 

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