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Sem enrolação: como o fundo de cannabis pode fazer parte da sua estratégia de investimento.

Cannabis é um assunto que gera muita discussão, mas pode te ajudar a diversificar e descorrelacionar a sua carteira. Entenda o porquê

Nesse texto vamos fazer uma dinâmica diferente. Tipo uma gincana. Coloquei 12 trocadilhos espalhados pelo texto. Você consegue achar quais são? Deixa um comentário dizendo quais você achou. Espero que você leia o texto de ponta a ponta para descobrir quais são.

Que esse ainda é um assunto polêmico, eu não tenho dúvidas…afinal de contas, quando se trata de cannabis o assunto pega fogo. 

Independente se é usuário ou não, fato é que esse mercado vem ganhando cada vez mais espaço nas pautas internacionais e é preciso ficar de olho para não ser engolido por essa onda, que acredito que não será uma marola. 

Mas é importante olhar de forma mais racional para esse mercado baseado em dados, pois como já disse é uma forma de diversificar e descorrelacionar a sua carteira.

Por que empresas de cannabis vem ganhando espaço no mundo?

A cannabis é uma planta que vem sendo cada vez mais estudada.

Já tem muitos estudos que indicam que ela pode contribuir no tratamento de doenças como epilepsia e câncer, por exemplo.

Dentre os benefícios estão: 

  • Alívio de náuseas causadas por quimioterapia, 
  • Efeito antidepressivo, 
  • Analgesico em casos terminais de cancêr, 
  • Combate à convulsão 

Apesar de a significância e relevância ainda ser pequena, a erva tem ganhado espaço no mercado.

Aqui no Brasil, no dia 03 de dezembro de 2019 a Anvisa liberou a venda e o registro de produtos à base de cannabis em farmácias. 

Internacionalmente, essa história é bem mais antiga, já que a onda verde começou em 1996, quando a Califórnia aprovou o uso da planta para fins medicinais. Dois anos depois, o Canadá foi o segundo país do mundo a liberar o uso recreativo.

Ainda nos Estados Unidos, diversos Estados seguiram o exemplo californiano. 

Em 2012, Washington e Colorado deram um passo além e legalizaram o uso recreativo. Atualmente, 31 dos 50 Estados do país, mais Washington D.C., permitem o uso medicinal, e nove aceitam o recreativo.

No embalo, surgiram muitas empresas produtoras, isso acendeu uma chama e algumas dessas empresas cresceram tanto a ponto de abrirem capital em bolsa. Hoje já são mais de cem companhias do setor com ações listadas. A maioria desses papéis são negociados no mercado de balcão, mas alguns circulam em bolsas, ou seja, o mercado de marijuana está pegando fogo. 

De fato, as ações dessas empresas têm alta volatilidade, não só devido às tradicionais variações na oferta e na demanda, como acontece com qualquer ativo de renda variável, mas também por riscos específicos desse segmento, como aqueles associados a proibições de governos.

Vale destacar que embora essas empresas não sejam estatais, elas estão expostas a eventuais mudanças nas composições dos governos e nas regulamentações do setor. Esse é um dos motivos para que os governos sejam apertados para legalizarem o uso da planta. 

Onda azul pode impulsionar a onda verde

A vitória de Biden para presidência dos EUA e a virada do pêndulo político nos EUA, que está deixando de ser republicano (vermelho) para se tornar democrata (azul) pode ser bom ou ruim para algumas classes de investimento. No caso da cannabis, pode se beneficiar.

Kamala Harris, a vice-presidente eleita, é nada mais nada menos do que a relatora do senado do chamado MORE Act. 

MORE são as iniciais de Marijuana Opportunty Reinvestment and Expungement, um projeto de lei que, em resumo, descriminaliza em nível federal o consumo de cannabis. Simples assim.

(legenda: o fato é que as leis sobre a maconha não são aplicadas e cumpridas da mesma forma para todas as pessoas. É por isso que assinei a Lei de Justiça da Maconha de @CoryBooke para tornar a maconha legal em nível federal. É a coisa mais inteligente a fazer)

Este tweet de 2018 da então senadora não deixa dúvidas. Sua posição é clara. Ela endossa o MORE Act para descriminalizar a cannabis em nível federal. E ainda arremata “é o mais esperto que se pode fazer”. 

Esses quatro anos predominantemente democratas no governo americano prometem ser MUITO RÁPIDOS, sem enrolação, nas aprovações de leis e regulamentações que ajudem a cannabis em nível federal. Não há garantias nesse aspecto, mas de fato tem uma movimentação. 

Inclusive, o índice Marijuana teve um grande salto no começo desse ano. 

O que aconteceu pode ser só a ponta desse movimento, uma vez que se a Marijuana tiver o endosso federal, os produtores e empresas poderão usar o sistema bancário americano para financiar e dar respaldo às suas operações. 

Fundo de Cannabis: vale a pena investir?

Se você acompanha o blog tenho certeza que vai acertar qual vai ser minha resposta: de-pen-de!

Lembre-se sempre do seu perfil de investidor, da sua estratégia de investimento. Eu não estou aqui para fazer indicação de investimento, apenas trazer dados para que você decida se vale a pena ou não. Mas se você tem uma fome tão grande (quase larica) por rentabilidade, dá uma olhada nesses dados:

FundoPatrimônio líquidoRentabilidade 1 ano
VITREO CANABIDIOL FIA IER$ 27,7 mi167%
VITREO CANABIDIOL LIGHT FIC FIMR$ 151,6 mi28%
TREND CANNABIS FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADOR$ 57,4 mi49%

O fundo da Vitreo especializado apenas em investimentos em empresas estrangeiras ligadas à Cannabis legalizada, o Canabidiol tem tido retorno de 92,13% desde sua criação, em 25/10/2019. 

Isso quer dizer que ele quase dobrou o patrimônio de seus cotistas. E a maior parte desse lucro veio bem recentemente, desde que a vitória de Biden começou a ser precificada. 

Esse fundo é um achado porque é a maneira de investir mais fácil e rápida no mundo da Cannabis, que ainda é muito incipiente. 

Por uma exigência regulatória, o Canabidiol  é restrito ao investidor qualificado. É preciso ter R$ 1 milhão em investimentos ou possuir uma certificação aceita pela CVM.

Para que o público geral também tivesse acesso, a Vitreo criou o Canabidiol Light, fundo que investe 20% no Canabidiol e 80% em um fundo de caixa com taxa zero. Assim, todos têm a chance de se expor 

Existe também o Trend Cannabis FIM, destinado a Investidores em Geral, o Trend Cannabis investirá, de maneira passiva, num “ETF” (um fundo que é negociado em bolsa) listado nos Estados Unidos chamado ETFMG Alternative Harvest.

Comparando os três temos: 

comparação-fundos-cannabis

Os ganhos e rentabilidade do fundo que tem 100% alocado em ações de cannabis são maiores. Para um investidor com perfil moderado, George Wachsmann, o Jojo da Vitreo,  orienta uma parcela em torno de 5%. Além disso, é uma maneira de diversificar e descorrelacionar a carteira. Ao incluir ativos de baixa correlação a uma carteira, diminui-se o risco total do portfólio. Ou seja, busca-se obter o melhor retorno com o menor risco possível.

Me conta, você já tinha pensado em investir em fundos de cannabis? Quero saber sua opinião aqui nos comentários. 

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