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Sobe e desce: para onde vai o dólar afinal? Como aproveitar as oportunidades

As movimentações abruptas que tem acontecido com o dólar deixam muitos investidores confusos: é uma boa hora para comprar dólar e para investir em ações de companhias americanas?

Se olharmos para o gráfico no último ano do dólar frente ao real, podemos perceber que existe um comportamento de constante oscilação. 

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No começo do ano de 2021, o dólar quase chegou a R$ 6,00. No último mês de junho, variou entre R$ 4,90 e R$ 5,20. Uma hora sobe, outra hora cai. Mas afinal é possível prever o que vai acontecer com o dólar?

De cara, a resposta é: no curto prazo, é impossível prever para onde o dólar vai. Você conhece o conceito de “random walk”? É como a moeda se comporta. 

Veja, o preço de hoje do dólar é igual ao preço de ontem + um choque completamente aleatório. Esse choque aleatório é um acontecimento totalmente imprevisível. Por esse motivo, é impossível prever os caminhos do dólar no curto prazo. 

Além disso, existem fatores que fazem com que o dólar se movimente em relação ao real que podem impactar diretamente no câmbio. Vem entender

Quero entender as oportunidades atreladas ao dólar

1. Câmbio de equilíbrio ou Câmbio justo

Câmbio de equilíbrio é um parâmetro que os economistas usam para estipular qual o valor ideal do câmbio de um determinado país levando em consideração variáveis. É o registro de tudo que entra e sai do país com o exterior, e é a taxa que equilibra a balança de pagamentos. 

Essa taxa é possível calcular, dependendo do modelo que se usa. Ela não é um consenso entre os economistas, já que cada um foca em um aspecto da economia para calcular.

Mas o Câmbio de Equilíbrio tem sua importância, ele busca estipular um valor para a taxa de câmbio que seja o mais benéfico possível para economia nacional, seja equilibrando a balança comercial ou desenvolvendo a indústria.

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Mas não é só ele que determina a variação do câmbio do dólar

2. Risco país 

O Risco-País é um indicador do grau de instabilidade econômica em que o país se encontra. É uma forma de o investidor estrangeiro entender os riscos que está correndo caso deseje aportar recursos financeiros em algum país.

Se pegarmos os últimos 12 meses, é possível perceber que o grande explicador de grandes saltos do dólar frente ao real é o risco país. 

Como mede?

Através do produto financeiro Credit Default Swap de 5 anos.

Credit Default Swap, é um título derivativo do mercado financeiro. Nesse caso, ele funciona como um seguro contra calote que o gringo paga para caso o Brasil caloteie sua dívida externa. Quando o CDS estressa muito, o prêmio de risco país sobe muito e o real desvaloriza

Principais fatores do risco país

Nos últimos anos os principais fatores do risco país que fizeram com que houvesse oscilação do dólar foram:

  1. Fiscal 
  2. Ruídos Políticos
  3. Pandemia do coronavírus

O fator fiscal estressa quando há no mercado a percepção de que o Brasil vai deixar de pagar sua dívida. Ou seja, quando teme-se que as condições financeiras do Brasil piorem, estressando o CDS, fazendo com que o prêmio do CDS suba e consequentemente o real se desvalorize. 

Já os ruídos políticos têm a ver com a política e como os eventos afetam o país e o mercado. 

Por exemplo: em 2020 quando o até então ministro da justiça Sérgio Moro pediu para sair do governo, isso gerou um ruído político fazendo com que o risco país aumentasse e isso estressou o CDS. O dólar subiu 6,17% no dia do anúncio.

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Outro caso que costuma ter desvalorização e tem muita volatilidade, são os anos de eleição,  principalmente quando é muito polarizado, como as que têm ocorrido no Brasil ultimamente.

Além desses dois fatores, 2020 e 2021 estão sendo marcados pela pandemia do coronavírus. Com possíveis lockdowns, a economia arrefece, o governo arrecada menos e a relação dívida/PIB fica pior, já que se tem menos dinheiro para pagar dívida e o país cresce menos. 

3. Força do dólar no mundo 

Essa força é medida pelo DXY (dollar index). O Dollar Index (DXY) é o índice que influencia a interpretação do mercado em relação ao dólar. Esse índice avalia o dólar dos Estados Unidos em comparação com uma cesta de moedas de outros países como o Euro, Libra Esterlina, Franco Suíço, Iene. Em geral, compara com aqueles que são parceiros comerciais dos Estados Unidos. 

O índice DXY sobe quando o dólar norte-americano está mais forte em comparação com as outras moedas. 

Entretanto, atualmente, estamos vivendo duas forças dicotômicas: 

Os EUA estão em uma fase de crescimento. Isso atrai capital para o país e deixa o dólar mais forte. 

Entretanto, parte desse crescimento aconteceu a partir da grande impressão de dinheiro. 

Ou seja, de um lado crescimento, de outro impressão de dinheiro que gera expansionismo fiscal e monetário do Banco CentralAamericano, no longo prazo pode provocar desvalorização da moeda americana. No curto prazo, com o crescimento da economia dos EUA, o dólar segue mais forte.. 

4. Forças das commodities

Quando se pensa em variação cambial de real e dólar, não podemos deixar de considerar a questão das commodities. 

Os indicadores CRB / GSCI mostram a força e preço de commodities. E por que é tão importante? 

Veja, as commodities passaram muitos anos em ciclos fracos. O último grande ciclo foi no final da década de 90 e início do século XXI, puxado pela industrialização chinesa. E depois de 2011, as commodities caíram bastante, mas do segundo semestre de 2020 para cá, elas vêm sendo demandadas. 

Como o Brasil é exportador de commodities, elas ficaram mais caras por conta da demanda. Com o real desvalorizado frente ao dólar, acaba entrando mais recurso no país. No primeiro semestre de 2021, as commodities foram um fator de força para o real, apesar do risco país e o preço delas acabam sendo um norte para força do real frente ao dólar.

5. Diferencial de juros 

Sejamos pragmáticos, se você pudesse investir no Brasil ou nos EUA em um título público com a mesma taxa de juros? Qual escolheria? 

Muito provavelmente escolheria o país mais forte, nesse caso, os EUA. Sendo assim,  o que precisa acontecer para atrair mais investimento para o Brasil? 

É preciso ter a taxa de juros mais um prêmio de risco. Em 2020 a SELIC, taxa de juros básica do Brasil chegou a bater 2% aa, o menor patamar histórico. Com isso, o diferencial de juros Brasil e EUA era muito pequeno e houve fuga de dólar do país.  E se sai dólar da economia, a moeda americana se valoriza frente ao real.

Atualmente, o Banco Central Brasileiro está subindo a taxa de juros enquanto o Banco Central Americano está mantendo a taxa de juros no curto prazo. Isso faz com que o diferencial de juros aumente, consequentemente atraindo recursos para o Brasil, chamado de carry trade. 

Carry trade é o capital estrangeiro especulativo que entra no país procurando o diferencial de juros e diferentes remunerações

E agora? O que fazer com o dólar afinal?

Como vimos nesse texto, tem 5 pontos que podem definir para onde o dólar vai. Só que esses pontos estão acontecendo ao mesmo tempo. Não dá para isolar um e parar os outros 4.  Além disso, isso acontece com todas as moedas do mundo e vão levar em consideração essas relações. Por isso é impossível prever.

Mas você vai arriscar todo seu patrimônio em uma moeda volátil como o real? Economistas defendem que a diversificação de investimentos atrelado ao dólar é essencial, independentemente da tendência de queda ou subida da moeda. 

Se você investir em empresas vinculadas ao dólar seu capital não estará totalmente livre de riscos, mas, sem dúvida, estará mais seguro

Não há motivos para você não ter aportes em companhias americanas. Existem métodos fáceis de se investir lá fora e de diversificar mais seu portfólio. Neste link, você pode baixar um relatório gratuito sobre o cenário do dólar e receber seis indicações de investimento para aproveitar este movimento do câmbio. Confira

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Além disso, você pode acompanhar seus investimentos de perto com o Real Valor. É possível cadastrar ações americanas no aplicativo.

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