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Um dos erros mais comum na hora de investir: status quo

O que psicologia tem a ver com investimentos? 

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Daniel Kahneman, psicólogo israelense ganhou o prêmio Nobel de economia em 2002. A ideia central da pesquisa realizada é como o homem é programado a agir instintivamente, independente de sua capacidade técnica. 

Em 2011, baseado em seus estudos, Kahneman lançou um best-seller que debate as finanças comportamentais: “Rápido e Devagar – Duas formas de pensar”.

Respondendo a pergunta: finanças comportamentais é um ramo da economia que analisa o comportamento das pessoas ao investir e surgiu a partir do estudo de um psicólogo!

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A partir disso, o Edu junto com o Bernardo da RVI Capital, fizeram uma live sobre os principais erros na hora de investir e que investidores cometem (e muitas vezes nem sabem).

Eu resolvi fazer uma série de texto aqui para você com os ensinamentos e exemplos desse bate papo que foi muito rico! 

Vou deixar o link aqui se quiser assistir 

Vamos começar com o primeiro deles? 

Viés de status Quo 

Quando uma pessoa prefere manter seu status atual, mesmo que a mudança traga benefícios. 

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Como assim?

Pensa em pessoas mais velhas, sem querer estereotipar, mas onde você acha que está a maior parte dos investimentos deles? Em bancos tradicionais ou corretoras?

A probabilidade de estar em bancos tradicionais é mais alta, apesar de já termos acompanhado uma onda de desbancarização.

Geralmente, as corretoras têm acesso a produtos diferenciados, podem ter acesso a taxas menores, mas alguns investidores preferem se manter no banco por medo de mudar e acontecer alguma coisa. 

Por que o status quo pode ser considerado um dos erros ao investir?

Problemas do status quo

Um problema muito comum que acontece é a pessoa que deixa o dinheiro parado na conta corrente do banco. 

Acho que um exemplo sempre ajuda né?

Suponhamos que o João tem R$ 10.000,00 na conta corrente do banco. Essa conta não rende. 

Ai eu pergunto para o João: por que não investir em um ativo que rende 100% do cdi? 

Com a taxa Selic de 06 de Abril de 2020 , o investimento corresponderia a 3% ao ano em cima dos R$ 10.000,00.

Ou seja, deixando o dinheiro na conta corrente, o João deixa de ganhar R$ 300 a cada ano. Com o tempo, pode virar uma quantia bem grande. Dá uma olhada no gráfico

Ah mas e a liquidez da conta corrente? Atualmente têm diversas alternativas com alta liquidez seguindo a taxa de juros. 

A pergunta ideal pro João é: se você já tivesse ganhando R$ 300 ao ano, voltaria para conta corrente e deixaria o dinheiro parado por causa de liquidez? 

João, me responde depois 😉 

Outro problema gerado pelo status quo é o investidor que monta sua carteira de investimento e não mexe mais nela. 

Por que não mexer na carteira é um problema? 

É importante saber que a sua carteira vai mudando ao longo dos anos. Se você não acompanha, não avalia e não faz mudanças necessárias ao longo dos anos você corre risco de ter uma concentração da carteira e desenquadramento do nível de risco.

Você já conhece a lei dos 60 e lei do 80?

Se você quiser entender melhor, confira no nosso ebook que lá tem falando tudo sobre balanceamento de carteira.

Um outro exemplo clássico é a poupança. Já falamos algumas vezes aqui sobre o assunto. Ela rende 70% da taxa selic. A selic hoje está em 3%, o que faz a poupança render 2,1%. 

Se tem opção de investir em ativos com o mesmo grau de risco e que rendem 100% do CDI, ou seja 3%, por que ainda escolhem a poupança? 

As pessoas geralmente tomam a decisão que for mais simples baseado em “aqui está bom” ao invés de tomar uma decisão mais acertada, já que vai ter que mudar.

Muitas pessoas ficam na zona de conforto e acabam perdendo boas oportunidades por medo do que pode acontecer.  

O que pode estar por trás disso?

Apesar de já termos acompanhado uma onda de desbancarização, auxiliada pelo cenário de juros baixos, uma boa parte dos investidores não fez uma transição suave.

O que isso significa? 

Saíram da poupança direto para bolsa. Com isso, na primeira queda da bolsa, retiram o dinheiro e colocam de volta na poupança com o argumento de mais segurança. 

Para fazer a transição de maneira suave, é importante montar uma carteira com estratégia de acordo com o perfil de investidor, momento de vida, nível de conhecimento e por aí vai. 

Acho que deu pra entender os problemas que o status quo podem gerar, né?

O que fazer para mudar essa situação? 

Estude sobre o assunto, converse com quem entende do mercado, procure bons profissionais e cuide do seu dinheiro sempre! Acompanhe de perto e fique de olho nos próximos textos que vamos fazer sobre os principais erros ao investir! 

Até a próxima! 

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