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Vale a pena investir em criptomoedas?

Quem está por dentro do mundo dos investimentos, com certeza já ouviu falar no bitcoin e nas criptomoedas em algum momento.

Verdade seja dita, as criptomoedas estão roubando a cena e cada vez mais presente em diversas notícias, chamando a atenção de pessoas que querem investir nesses ativos nos últimos anos. A mais conhecida é o bitcoin.

Mas você sabe qual a origem do bitcoin?

Por trás do bitcoin, está uma tecnologia que chamamos de blockchain.

O que é e como funciona o blockchain?

Lançado em 2009, é um sistema seguro e moderno para que transações financeiras sejam realizadas de forma digital, a qualquer momento, em qualquer lugar.

Trata-se de uma base de dados integrada em uma rede composta por milhares de computadores espalhados por todo o mundo. 

Esses computadores são os chamados mineradores, e qualquer pessoa pode se tornar um minerador, desde que tenha os recursos necessários.

Até você pode virar minerador, mas hoje em dia a tecnologia avançou tanto que as mineradoras já estão bem estruturadas.

Dá uma olhada como é uma mineradora:

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Como funciona a mineração?

São cálculos complexos, feitos e processados nesses computadores com servidores gigantes.

Eles verificam a veracidade das transações, validando ou não.

Ou seja, esses computadores conferem se as duas partes envolvidas na transação de fato podem gastar o que estão prometendo. Ou se já gastaram em outro momento.

Isto é, eles verificam se aquela transação é confiável para os envolvidos.

Quando 51% dos milhares desses computadores que participam da rede validam uma transação, ela é registrada e entra em um cadeia (chain).

A partir do momento que a transação é validada, suas informações são inseridas junto a outras transações que também seguiram esse processo e formam um bloco digital (block),

Quanto mais transações acontecem, mais informações e mais blocos são adicionados uns aos outros, formando uma cadeia.

É daí que vem o nome blockchain, traduzido como “cadeia de blocos”. 

Qual a vantagem do blockchain?

Segurança!

O blockchain é como um livro-razão público, no qual todas as transações estão registradas.

Porém, não há uma empresa central que tem o controle desses registros. Então, não se pode alterá-los como bem entendem;

Milhares de computadores acessam, registram e conferem as transações nessa rede, de modo que, a partir do momento que uma transação é registrada no blockchain, ela se torna imutável, evitando as fraudes. 

Essa segurança vem do fato de que cada bloco recebe um número único, que por sua vez também está relacionado ao bloco anterior da cadeia.

Se algum criminoso tenta alterar uma transação registrada em um determinado bloco, ele teria que mudar todos os blocos seguintes, de modo que toda sua ação será detectada e invalidada.

Neste livro-razão, é como se as transações estivessem registradas “em pedra”.

Esse histórico das transações está sendo construído desde a criação do blockchain, e todos os participantes da rede possuem uma cópia dele, podendo acessá-lo a qualquer momento. 

Então, o blockchain mantém esse histórico de quem gastou quanto com quem de forma criptografada e anônima.

As pessoas são identificadas por códigos, não sendo possível associar a nomes e CPFs, por exemplo.

A não ser, claro, que a pessoa informe publicamente que determinado código pertence a ela, mas acho melhor você não fazer isso.

Blockchain é um sistema descentralizado

Um ponto importante para entender por completo o funcionamento do blockchain é saber que ele é um sistema descentralizado.

Quando o blockchain foi desenvolvido, um dos principais objetivos foi criar uma forma de realizar transferências monetárias que não dependessem de uma autoridade central, como bancos e governos.

O que os programadores pensaram é que, no caso do dinheiro tradicional, como são os governos que emitem as moedas e os bancos que guardam e operam nosso dinheiro, qualquer falha nessas instituições pode causar prejuízo a milhões de pessoas.

Podem acontecer falhas técnicas, falências, má administração, entre outros diversos cenários desfavoráveis. 

Já no caso do blockchain, devido a descentralização, o sistema está distribuído entre diversos computadores, de forma que uma falha em algum ponto da rede não a afeta como um todo, além de que não há nenhum órgão superior que possa agir ao seu próprio favor prejudicando os envolvidos. 

E a relação do bitcoin com blockchain?

Como explicamos, no blockchain a validação dos blocos das transações acontece por meio da mineração.

Os mineradores trabalham solucionando cálculos de modo que gastam muita eletricidade, por isso essas pessoas precisam ser recompensadas.

Esse “pagamento” se dá justamente a partir de bitcoins. É dessa forma que novos bitcoins continuam sendo criados e entram em circulação no mercado. 

Atualmente, por cada bloco validado, o minerador recebe 6,125 bitcoins. No início do blockchain, esse pagamento era de 25 bitcoins, depois passou para 12,25…

A cada 4 anos, esse valor cai pela metade, esse é um processo conhecido como halving do bitcoin.

Por que o halving acontece?

Para que não exista uma criação infinita de bitcoins.

A partir de algum momento, não serão criados novos bitcoins durante a mineração – os mineradores receberão apenas a taxa de custo da transação.

Isso foi pensado para evitar a inflação; a quantidade prevista de limite de existência do bitcoin é de 21 milhões. 

Mas e aí? Vale a pena investir em bitcoin ou outras criptomoedas? 

Desde o surgimento do blockchain, o bitcoin foi se popularizando cada vez mais. Na última década, vimos seu preço apresentar um enorme crescimento.

Hoje em dia, ele ainda apresenta variações a todo o tempo.

Devido a toda essa oscilação, o bitcoin, que até então visava ser apenas uma moeda de troca, se tornou também um investimento.

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Bitcoin nos últimos 3 anos. Fonte: comparador Real Valor. Disclaimer: não é sugestão de compra ou venda

Os investidores perceberam uma possibilidade de lucrar com suas variações de preço e passaram a comprar e vender a criptomoedas. 

Entre todas as criptomoedas, o bitcoin ainda é a principal e maior em volume de negociações, mas também existem diversas outras moedas alternativas no mercado para quem tem interesse em investir.

Entre as mais conhecidas, podemos citar o ethereum, litecoin, ripple e bitcoin cash.

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fonte: Comparador Real Valor. Disclaimer: não é sugestão de compra ou venda

Vários investidores compõem um portfólio não apenas de bitcoins, mas também alocam um pouco dos seus recursos em outras moedas digitais.

O futuro das criptomoedas é incerto, mas o fato é que o bitcoin é um dos ativos que faz parte da carteira diversificada de muito investidores brasileiros.

Trata-se de um investimento de certa forma arriscado, devido à volatilidade da moeda, porém, pode ser muito promissor. Para determinados perfis de investidor, os bitcoins são uma boa aposta. 

No Brasil, é possível comprar bitcoin no formato P2P (peer-to-peer), diretamente com o vendedor, mas também é possível investir através das exchanges, que são as corretas de criptomoedas.

Nessas plataformas digitais as negociações acontecem de forma segura entre compradores e vendedores, a partir da intermediação do serviço. 

E você? Já pensou em investir nas criptomoedas?

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