Como montar uma carteira de criptomoedas? Confira algumas dicas de como começar nesse mercado

Há alguns anos, podíamos contar nos dedos quem acreditava e investia em Bitcoin. Porém, a tese das criptomoedas vem ficando cada vez mais forte. Em uma estratégia diversificada de investimentos, é interessante ter na sua carteira de investimento algumas criptomoedas.

Paralelo ao Bitcoin, existem diversas moedas digitais mais consolidadas e com projetos consistentes que têm muito potencial de lucro. Assim como também existem aquelas que são furadas, muitas vezes feitas por amadores e que não vingam no mercado.

Para se ter uma ideia, hoje existem mais de 17 mil espécies de criptoativos, que somam US$ 1,8 trilhões em valor de mercado. São muitas alternativas disponíveis.

Entre tantos tipos, como montar uma boa carteira de investimentos? Confira agora algumas dicas entregues por André Franco, especialista em análise de criptomoedas da Empiricus.

Como começar a investir em criptoativos?

É importante saber que cada criptomoeda oferece uma proposta e um projeto diferente. Assim como no mercado de ações, é preciso conhecer o propósito por trás daquele ativo antes de adicioná-lo em seu portfólio.

Pensando nisso, preparei aqui uma espécie de glossário que explica um pouco sobre os termos mais importantes para compreender esse extenso mercado:

Blockchain: É um livro-razão virtual que registra todas as transações envolvendo criptomoedas. Funciona de forma criptografada e é uma das formas de garantir a segurança desse mercado.

Exchange: É uma corretora de criptomoedas. Onde ocorre a compra e venda dos ativos digitais.

DeFi: Em português, finanças descentralizadas. Trata-se de uma classe de criptoativos que funcionam de forma descentralizada. É um protocolo que permite a elaboração de contratos inteligentes sem a necessidade de um terceiro como intermediário. O Ethereum é um exemplo de protocolo DeFi.

NFTs:  Na sigla traduzida, Tokens Não Fungíveis. É um outro tipo de criptomoeda que tem como finalidade atestar a autenticidade de posse de determinados ativos digitais. De maneira descomplicada: é uma garantia de direitos autorais de um determinado produto.

Além de saber o objetivo de cada criptomoeda, é importante acompanhar notícias do setor e estudar o potencial de ganhos e os riscos envolvidos. Investir em um ativo digital que já “explodiu” pode ser interessante, mas não quer dizer que vai ter novamente uma lucratividade exponencial. Lembre-se da máxima: rentabilidade passada não é garantia de retorno futuro.

O Bitcoin e o Ethereum, por exemplo, são moedas mais consolidadas no mercado. Elas seriam um paralelo a uma blue chip, empresa grande, e mesmo que seja ótimo ter esses ativos na sua carteira, não é esperado um retorno muito grande.

Existem moedas menores e que ainda não alcançaram todo seu potencial. Essas são chamadas de altcoins e até mesmo microcoins, que são comparáveis às ações small caps, por exemplo. 

A cautela é necessária, porque entre elas, existem as que os profissionais chamam de “shitcoins”. São altcoins que não valorizam nada, apresentam um projeto ruim e fazem muitos perderem dinheiro.

É por isso que analistas recomendam a diversificação e uma exposição pequena em criptomoedas, entre 1% e 5% do seu patrimônio total.

Também é importante investir apenas o que você “pode perder”, e ter um pensamento de  longo prazo. A razão disso, é que é um mercado volátil, ou seja, os ganhos podem ser massivos assim como as perdas.

Estude o projeto de cada criptomoeda, ou seja, qual a finalidade do ativo e a consistência da ideia por trás daquilo.

Sempre acompanhe sua carteira de criptomoedas

O mercado de criptoativos é volátil, por isso é importante sempre acompanhar sua carteira. Ficar atento ao comportamento das moedas digitais que você possui pode evitar prejuízos.

Além de monitorar sua carteira frequentemente, outra medida interessante a ser tomada é montar carteiras teóricas. Esse método consiste em compor um portfólio hipotético adicionando uma criptomoeda ou mais na sua carteira para visualizar os efeitos desses ativos nos resultados.

Todos esses cuidados podem ser tomados por meio do aplicativo do Real Valor. O aplicativo permite que você acompanhe seus investimentos e faça algumas simulações  com criptomoedas que esteja de olho.

Basta baixá-lo na loja de aplicativos (disponível para android ios) ou pela web e começar a usar essa ferramenta para auxiliar você a começar a investir em criptomoedas.

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